Leia o texto para responder à questão abaixo.
O amor de Tumitinha era pouco e se acabou
Você também deve ter alguma palavra que aprendeu na infância, achava que tinha um certo significado e aquilo ficou impregnado na sua cabeça para sempre. Só anos depois veio a descobrir que a palavra não era bem aquela e nem significava aquilo.
Um exemplo clássico é a frase – Hoje é domingo, pé de cachimbo. Na verdade, não é Pé de Cachimbo, mas sim pede (do verbo pedir) cachimbo. Ou seja, pede paz, tranquilidade, moleza, pede uma cervejinha. E a gente sempre a imaginar um pé de cachimbo no quintal, todo florido, com cachimbos pendurados, soltando fumaça. E assim existem várias palavras.
Tumitinha – Todo mundo conhece a música Ciranda Cirandinha.
Uma amiga me confessou que, durante anos e anos, entendia um verso completamente diferente. Quando a letra fala “o amor que tu me tinhas era pouco e se acabou”, ela achava que era “o amor de Tumitinha era pouco e se acabou”. Tumitinha era um menino, coitado. Ficava com dó do Tumitinha toda vez que cantava a música, porque o amor dele tinha acabado. E mais, achava que o Tumitinha era um japonesinho. Devia se chamar, na verdade, Tumita. Quando ela descobriu que o Tumitinha não existia, sofreu muito. Faz análise até hoje. […]
(Mário Prata, O Estado de S. Paulo, 25.01.1995. Adaptado)
Assinale a alternativa em que as duas palavras do texto pertencem, respectivamente, à mesma classe gramatical das palavras destacadas na seguinte frase:
Você também deve ter alguma palavra que aprendeu na infância…