Texto VI
Oração do rio São Francisco em tempos de poucos rios
Onde houver a dúvida dos que fraquejam, que eu leve a fé dos que constroem seu tempo. Na adversidade, meio ao deserto e ao clima árido, a fé dos que colhem uvas e mangas em minhas margens. Dos que colhem arroz em minhas várzeas, dos que criam peixes com minhas águas em açudes feitos. A fé dos xocós lá em Poço Redondo. A fé que cria cabras nos Escuriais. Dos que colhem cajus e criam gado em Barreiras e outros cafundós.
Onde houver o erro dos governantes que eu leve a verdade de Canudos. O bom senso dos conselheiros de encontro à insanidade dos totalitários. Os canhões abrindo fendas na cidade sitiada e a verdade expondo cada vez mais a ferida da loucura na caricatura da História. O confisco da poupança e o rombo na previdência. O fim da inflação e o pão escasso, o emprego rarefeito, a dignidade estuprada em cada lar de nordestinos.
Onde houver a tristeza dos solitários que eu leve a alegria das festas de São João. Solitário eu banho muitas terras e em todas!$ ^{(B)} !$, das Gerais, do Pernambuco, das Alagoas e do Sergipe, não há tristeza ao pé da fogueira, nas núpcias entre a concertina e o repente, entre a catira e o baião!$ ^{(A)} !$. Das festas do Divino ao Maior São João do Mundo, deixai-me levar!$ ^{(C)} !$, Senhor o sabor de minhas águas juninas e seus fogos de artifícios!$ ^{(D)} !$.
(http://adercego.blogsome.com/2006/12/04/oracao-do-rio-sao-francisco-emtempos-de-poucos-rios - Acesso em 15/05/08 às 14h)
Sobre o 3º fragmento do texto acima, é correto afirmar que as/o(s)
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