
Brasil/rolezinho
Artigo publicado em 15 de Janeiro de 2014 - Atualizado em 15 de Janeiro de 2014
"Rolezinhos" em shoppings brasileiros ganham destaque na imprensa francesa
A onda dos "rolezinhos" no Brasil, que já começa a preocupar até mesmo a presidente Dilma Rousseff, foi destaque no site do jornal francês Le Parisien. O governo brasileiro teme uma onda de protestos como a ocorrida em junho, que tomou conta das cidades brasileiras.
Os "rolezinhos", encontros promovidos por jovens das periferias em shopping centers, começaram em dezembro em São Paulo no shopping Itaquera. Convocados pelas redes sociais, eles têm a participação de centenas de pessoas e dividem opiniões, lembra o Le Parisien. Há quem diga que os shoppings são espaços públicos que podem ser frequentados por todos e que os "rolezinhos" são uma maneira de democratizar uma área reservada à elite e levantar um debate sobre a desigualdade social, o racismo e a discriminação no país.
A polícia e alguns frequentadores enxergam o fenômeno de uma outra maneira. Para as autoridades, os "rolezinhos" são um pretexto para assustar deliberadamente lojistas e clientes e praticar furtos e outros delitos. De acordo com o jornal francês, os encontros começam a preocupar as autoridades e os comerciantes, que pretendem proibi-los. Neles, os jovens geralmente cantam hinos funks e bebem cerveja, sempre em grupo, de uma forma que às vezes pode ser considerada hostil.
Flashmobs desorganizados
Segundo o jornal Le Parisien, os "rolezinhos" se parecem com "flashmobs menos organizados." Flashmobs são manifestações convocadas pela Internet sem ter necessariamente um cunho social. O objetivo é reunir um grupo num determinado momento, para uma espécie de "performance coletiva" em público.
"Rolezinhos" proibidos
Alguns shoppings entraram na Justiça para impedir o encontro, cita o Le Parisien, entre eles, o Iguatemi. Os "rolezinhos" agora estão proibidos no local e os jovens que participarem correm o risco de levar uma multa de 3.300 euros. Em represália e solidariedade aos paulistanos, os jovens de outras cidades, como Rio 9 e Brasília também preparam "rolezinhos", que aos poucos podem se transformar em ferramenta de mobilização social.
Fonte: http://www.portugues.rfi.fr/brasil/20140115-rolezinhos-ganham-destaquena-imprensa-francesa (texto adaptado). Acesso em 12 de maio de 2014.
De acordo com o texto ““Rolezinhos” em shoppings brasileiros ganham destaque na imprensa francesa”, como podemos definir os “rolezinhos”: