Para responder à questão, considere o caso clínico apresentado a seguir:
Mulher, 79 anos, viúva, mora com uma filha. É independente para atividades básicas e tem leve
dificuldade em atividades instrumentais mais complexas, como controle financeiro e uso de transporte
público. Escolaridade: 6 anos. Ex-tabagista, com acompanhamento médico regular na atenção
primária. Antecedentes de hipertensão arterial, diabetes melito tipo 2, dislipidemia e episódio
depressivo maior em tratamento há anos. Exames recentes: HbA1c 7,0%, LDL 105 mg/dL, PA média
130/78 mmHg. Não realizou densitometria óssea por indisponibilidade do exame; cálculo do FRAX
indicou alto risco de fratura. Uso contínuo de losartana 50 mg 2x/dia, clortalidona 25 mg/dia,
metformina 1 g 2x/dia, atorvastatina 20 mg/dia, sertralina 100 mg/dia e nortriptilina 50 mg à noite.
Nos últimos meses, familiares observaram esquecimento de compromissos, dificuldade para lidar com
dinheiro e dois episódios de queda no último ano. MEEM: 24/30.