Magna Concursos
2377433 Ano: 2008
Disciplina: Português
Banca: FUNRIO
Orgão: SEJUS-RO
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TEXTO

INFÂNCIA

Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.

Minha mãe ficava sentada cosendo.

Meu irmão pequeno dormia.

Eu sozinho menino entre mangueiras

Lia a história de Robinson Crusoé.

Comprida história que não acabava mais.

No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu

A ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu –

chamava para o café.

Café preto que nem a preta velha

Café gostoso

Café bom.

Minha mãe ficava sentada cosendo

Olhando para mim:

– Psiu... Não acorde o menino.

Para o berço onde pousou um mosquito.

E dava um suspiro... que fundo!

Lá longe meu pai campeava

No mato sem fim da fazenda.

E eu não sabia que minha história

Era mais bonita que a de Robinson Crusoé.

(ANDRADE, Carlos Drummond

de. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002, p. 6.)

A maioria dos verbos do poema está no pretérito imperfeito do indicativo, e alguns poucos, no pretérito perfeito do indicativo que são formas verbais muito empregadas em textos de base narrativa. A diferença entre esses dois tempos verbais está expressa na alternativa

 

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