Considerando a leitura da obra Questões de Linguagem: passeio gramatical dirigido, de Sírio Possenti (2011), leia as proposições:
I. A preocupação com a correção está associada à ascensão social, à promoção escolar, à aprovação em concursos e vestibulares. Em sociedades como a nossa, esse tipo de conhecimento é bastante valorizado. Pessoas que escorregam em determinadas construções linguísticas são de alguma forma desprezadas ou desvalorizadas. É por causa desse tipo de avaliação que tentamos falar de maneira correta, sobretudo em situações sociais em que mais claramente somos avaliados, podendo ser aceitos ou rejeitados.
II. Quando os sociolinguistas discutem a questão da variedade linguística, afirmam que há formas certas e formas erradas de falar.
III. A correção linguística – na prática – é um tipo de saber bastante valorizado na sociedade e, em função dele, os falantes são considerados mais ou menos cultos. Por isso, empregar uma variedade de linguagem valorizada é um índice de civilidade, de fineza.
IV. A norma culta pode ser comparada às regras de elegância, pois não são diferentes de ‘não se diz preferir do que... e sim preferir a’, ‘sentar na mesa e sim sentar à mesa’. Isso não significa que essas construções não tenham valor. Significa apenas que seu valor tem origem na avaliação social e que não podem mudar com o tempo.
V. Há formas linguísticas que têm prestígio e outras que não o têm. Como ocorre com as pessoas. Na história das línguas, há casos de mudança de prestígio: ou seja, formas que foram desvalorizadas em uma época passaram a ser bem avaliadas em outra. E assim perderam seu traço de erradas ou feias. A correção linguística é, de fato, efeito da correção social.
Após a leitura, é correto afirmar o que se lê em