Magna Concursos
3499834 Ano: 2024
Disciplina: Geografia
Banca: IF-PA
Orgão: IF-PA
Provas:

A partir dos anos 80 do século passado, teve início nova onda de inovações técnicas que constituiu a Segunda Revolução Industrial. Ela produziu o acesso a novas formas de energia, como a elétrica e a produzida pelo motor à explosão, e a novas modalidades de consumo, desde o automóvel e os aparelhos domésticos até a radiodifusão, a televisão, a medicina científica, etc. Assim como a Primeira, também a Segunda Revolução Industrial encurtou as distâncias mediante novas formas de transporte aéreo, aquático e terrestre e de telecomunicações. É claro que a infraestrutura sofreu imenso impacto em função da Segunda Revolução Industrial, com inúmeros efeitos sobre produção, distribuição e consumo. Destes todos, interessa destacar um, que teve o condão de fazer o capitalismo entrar em uma nova etapa. Trata-se da produção e distribuição em massa. [...] Finalmente, técnicas de produção em massa foram inventadas também para as indústrias de montagem, a começar pela de armas, depois máquinas de escrever e, finalmente, automóveis. A invenção da linha de montagem, por Ford, já no começo do século passado, é a culminância de um processo iniciado cerca de 50 anos antes. Quando a produção em massa começou a revelar seu prodigioso potencial, estas técnicas se difundiram por outros continentes, a começar pela Europa e, em seguida, pela América Latina e Ásia. [...] O resultado foi uma imensa centralização de capitais. Muitas empresas se fundiam ou as maiores adquiriam as menores, sempre no intuito de ampliar a escala de produção e distribuição. Em cada ramo industrial, o número de empresas caía e o tamanho das que restavam era cada vez maior. Havia, é claro, dificuldades em controlar e gerir efetivamente empresas que se tornavam gigantescas. Mas estes problemas já estavam sendo enfrentados, havia décadas, pelas grandes prestadoras de serviços públicos, sobretudo as ferrovias. A estrutura administrativa desenvolvida por estas empresas foi adaptada pelas indústrias que resultavam da centralização do capital. Generalizava-se o capital monopólico. O caráter dos mercados modificavase, pois os capitais monopólicos tinham poder para determinar seus preços em vez de aceitar os praticados no mercado. Os setores em que a produção em massa ainda não era possível, como a agricultura, ficaram em posição de franca inferioridade em relação aos que se tornaram monopólicos. [...] A lógica da centralização é produzir o monopólio. A maximização do lucro em ramos de produção em que ganhos de escala são significativos leva os capitais a se centralizar até constituírem uma só empresa. [...] A preservação do capitalismo é vital para todos os capitais, pequenos, médios e grandes. Por isso, coletivamente, a classe capitalista deseja preservar alguma descentralização dos capitais e alguma competição entre eles, apoiando a ação governamental que impede a monopolização da economia. [...] Os efeitos centralizadores da produção em massa também atingiram os sindicatos de trabalhadores. As multiempresas trataram de impedir de todas as maneiras que seus trabalhadores fossem organizados por forças hostis ao capital. Algumas recorreram à repressão violenta, outras promoveram a formação de “sindicatos de empresas”, que elas controlavam [...] (PAUL, 1998). A partir da leitura do texto, marque qual das alternativas é capaz de explicar o impacto da Segunda Revolução Industrial na centralização de capitais e na formação de monopólios.

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Professor PEBTT - Geografia

30 Questões