O processo de constituição da nação brasileira se completa, finalmente, com a proclamação da independência. Ainda mantendo a coerência com as determinações programáticas, Joaquim Silva, na sua obra didática História do Brasil para o terceiro ano ginasial [publicada nos anos 1940], arrebatou a figura de D. Pedro e sua ação heroica no momento da ruptura com Portugal. Fecha-se, nesse momento, a trilogia visual da formação nacional, iniciada com Primeira Missa no Brasil, seguida da Batalha de Guararapes e finalmente encerrada com Independência ou Morte!.
Essa tríade de pinturas históricas constituiu a base fundadora da memória visual da nação e tem estado presente nos livros didáticos de História do Brasil desde o início do século XX.
(Thais Nívia de Lima e Fonseca, “Ver para compreender”: arte, livro didático e a história da nação.
Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais França de Lima e Fonseca (orgs.), Inaugurando a
História e construindo a nação; discursos e imagens no ensino de História. Adaptado)
Para Fonseca, essa tríade de pinturas históricas