“Tradicionalmente o conceito de leitura está vinculado ora ao ato de decifrar os grafemas impressos, ora a uma certa atitude em compreender textos. Esta visão, no entanto, é por vezes limitada em relação àquilo que a produção textual possa significar. Tais concepções há muito vêm sendo criticadas como únicas formas de leitura. Atualmente, é consensual que a leitura é um processo de interpretação que um sujeito faz do seu universo sócio-histórico-cultural. A leitura é, portanto, entendida de maneira mais ampla, em que certamente o sistema linguístico cumpre um papel fundamental, tendo em vista que “a leitura do mundo precede a leitura da palavra e a leitura desta é importante para a continuidade da leitura daquele’ (Freire, 1982, p.20).”
SALLES, Heloisa. Ensino de língua portuguesa para surdos: caminhos para a prática pedagógica. Brasília: MEC, SEESP, 2004, p.19.
No texto apresentado acima são expostas algumas mudanças de paradigmas nas relações que se travam entre o leitor e o texto. A revisão desses modos foi muito importante para as visões mais contemporâneas sobre a interação entre pessoas surdas e a língua oral em sua modalidade escrita. No caso da educação de pessoas surdas, as seguintes afirmativas correspondem ao tipo de compreensão sobre o tema da “Leitura” nas propostas descritas no trecho supracitado, EXCETO: