“As províncias do norte são a Costa d"África do Sul. A avidez do ganho cega os homens, e, ante o lucro, abafam-se todos os sentimentos generosos e o homem que teve a infelicidade de ser escravo é vendido por outro homem, mais feliz do que ele, para fora de sua terra, do lugar onde foi criado, arrancando-o à família, aos parentes, a todas as afeições como se fosse uma besta de carga!”. Esse relato, extraído do jornal Diário do Maranhão, de 12 de maio de 1874, refere-se ao tráfico interprovincial de escravos que foi utilizado como uma alternativa para atender à demanda de mão de obra para a região cafeeira após a proibição do tráfico transatlântico de escravos, em 1850. Sobre essa questão, pode-se afirmar: