“Por mais de 40 anos, as brasileiras foram proibidas de jogar futebol. O veto começou em 1941, na ditadura do Estado Novo (1937-1945), quando o presidente Getúlio Vargas assinou um decreto-lei tirando das mulheres o direito de praticar esportes ‘incompatíveis com as condições de sua natureza’.”
(Adaptado de: Ricardo Westin, www12.senado.leg.br/noticias/especiais/arquivo. Acesso em 10.08.2023.)
Destacavam-se como argumentos à época, para tal proibição: que a violência dentro dos gramados prejudicaria a maior missão delas na sociedade, de serem mães; que uma cotovelada no seio poderia impedi-las de amamentar; que uma bolada na região do útero poderia retirar-lhes a capacidade de gerar filhos; que as jogadas desleais e os xingamentos levariam à degeneração moral do “sexo frágil”.
Neste ano de 2023 realizou-se a nona edição da Copa do Mundo Feminina de Futebol com sedes na Austrália e Nova Zelândia. No Brasil, o governo federal decretou ponto facultativo nos dias de jogos da seleção brasileira que disputou a Copa, num claro avanço do esporte no país. No entanto, nem sempre as mulheres tiveram direito de praticar esse esporte, como nos atesta o texto.
Pode-se afirmar que os motivos que levaram o governo Vargas a proibir esse esporte feminino se relacionam ao: