[...] mesmo em suas formas mais simples, ao nível animal, o jogo é mais do que um fenômeno fisiológico ou um reflexo psicológico. Ultrapassa os limites da atividade puramente física ou biológica. É uma função significante, isto é, encerra um determinado sentido. No jogo existe alguma coisa “em jogo” que transcende as necessidades imediatas da vida e confere um sentido à ação. Não se explica nada se chamando “instinto” ao princípio ativo que constitui a essência do jogo; chamar-lhe “espírito” ou “vontade” seria dizer demasiado. Seja qual for a maneira como o considerem, o simples fato de o jogo encerrar um sentido implica a presença de um elemento não material em sua própria essência.
Johan Huizinga Homo ludens: o jogo como elemento
da cultura São Paulo: Perspectiva, 1999 (com adaptações)
Considerando o sentido de jogo apresentado no texto precedente e os vários aspectos relacionados aos jogos teatrais, assinale a opção correta.