Sobre a origem das revoluções democrático-burguesas dos séculos XVIII e XIX na Europa, Falcon e Moura (1989) defendem:
que é viável introduzir na historiografia uma conceituação que abranja o conjunto de movimentos ocorridos no Ocidente entre, aproximadamente, 1760 e 1850, aplicando-se a ele a denominação de Revolução do Mundo Ocidental.
que para além de Inglaterra e França, no restante da Europa Ocidental prevaleceram formas políticas e sociais quase idênticas às do Antigo Regime Francês, variando, porém, a importância da burguesia e o seu “peso”, relativamente à aristocracia feudal, o que acabou dando origem às formas denominadas de “despotismo esclarecido”.
que apesar das distinções estruturais em termos políticos e econômicos, tanto na Europa Ocidental quanto na Europa Oriental havia uma aristocracia cuja base econômica (a terra e o camponês que a cultiva) tendeu a transformar-se e a desaparecer sob o impacto das forças de mudanças advindas com o desenvolvimento do capitalismo.
que apesar de promoverem reformas concretas envoltas na ideologia das “luzes”, tanto parte da Europa Ocidental quanto a Europa Oriental quase sempre utilizaram as ideias ilustradas que pareciam mais indicadas para contribuir para o fortalecimento do poder do soberano.
que as condições pré-revolucionárias envolvem o conflito entre o que se poderia denominar de “forças de transformação” e “forças de conservação”, a exemplo da fisiocracia que, apesar de criticar a ênfase do mercantilismo ao comércio e à indústria, defende a política intervencionista do Estado.
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