Paciente encaminhado ao ambulatório de Cirurgia Vascular com suspeita diagnóstica de Doença Arterial Periférica.
Ao examinar o paciente você não espera encontrar.
A inspeção da pele no membro comprometido a revela fina, seca e descamativa. Além disso, as unhas quebradiças e a rarefação de pêlos costumam estar presentes. A palpação dos pulsos arteriais, com o paciente deitado em decúbito dorsal e com base no conhecimento anatômico, permite detectar desde pulsos com intensidade diminuída até sua total ausência.
A pele pode ter presença de rachaduras e calosidades. A palpação de pulsos próximo a estenoses hemodinamicamente importantes pode, muitas vezes, revelar a presença de frêmito, pela tradução da perda da característica de fluxo laminar provocada pela lesão estenosante.
A alteração da cor, em geral pálida, fortalece a possibilidade de isquemia na extremidade. Alguns testes podem ser realizados. Com o paciente em posição supina, eleva-se a extremidade a ser examinada por dois minutos, em um ângulo de aproximadamente 45 graus, observando a coloração adquirida pelas plantas dos pés do paciente. Em presença da isquemia, a extremidade comprometida apresentará palidez na planta do pé, em intensidade diretamente proporcional ao grau de isquemia. Esta prova, conhecida como palidez à elevação, é bastante fidedigna, a ponto de pacientes com isquemia crítica não conseguirem permanecer com os pés elevados durante 2 minutos em razão da dor desencadeada.
A delimitação e a extensão das lesões tróficas (úlceras, necroses ou gangrenas) também podem ser verificadas. A presença de edema no membro comprometido, particularmente se associada com dor isquêmica de repouso ou lesão trófica, traduz edema postural na tentativa de aliviar a dor com a colocação da extremidade elevada constantemente.
A palpação com o dorso das mãos, de forma centrífuga e comparativa, pode revelar a presença de extremidades com temperatura diminuída em relação à temperatura corporal ou à temperatura da região proximal imediatamente examinada, caracterizando o gradiente térmico. Esta situação pode não ser percebida em pacientes diabéticos.
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