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2401610 Ano: 2010
Disciplina: Pedagogia
Banca: IF-ES
Orgão: IF-ES

A Cabeça Bem-Feita

O grande desafio de que o "Cabeça bem-feita" tanto fala diz respeito a uma prática de reforma no pensamento, já que este está repleto de informações fragmentadas, o que impede de ver o global. A especialização em áreas atuantes aumenta cada vez mais no mundo moderno, assim acaba separando a parte do todo, alguns problemas são apontados e deveriam ser pensados dentro do seu contexto para poderem ser solucionados. O reducionismo e o determinismo eliminam a possibilidade de reflexão e resolução de alguns problemas pelo ser humano. Tal situação é conseqüente de um sistema de ensino fragmentado, o qual perde-se conhecimento com tanta informação. A questão relevada no livro é a necessidade de uma escola reformada e ao seu lado um pensamento modificado também com ajuda dos profissionais do ensino e os alunos. A educação torna-se técnica, sem capacidade de aprofundamento para questionar os pontos já transmitidos pelos professores e outros até então nem se quer são colocados em pauta. Desafios para a reforma do pensamento:

-Integração entre cultura científica e cultura humana.

-Pensamento deve integrar informação. Integração das áreas e atividades econômicas, sociais, técnicas, políticas.

-Perde-se a responsabilidade com a perda da percepção geral, não diz respeito a sua área. Essa reforma deve partir do sentido total e consciente de ser cidadão. A educação deveria estar apta a favorecer o senso de cidadania que visa a integração humana. A questão da globalização é importante para entender que ela é geradora de uma imensa separação de saberes e desigualdade humana ao mesmo tempo em que também favorece as relações humanas.

Ao entendermos o que é ser cidadão entenderemos que essas desigualdades não favorecem o ideal de pensamento. A responsabilidade de cidadão acarretaria na reforma de pensamento que teria conseqüências existenciais, éticas, cívicas e democráticas. Há efetivamente a necessidade de profissionais do ensino terem um interesse pelo seu aluno, que esteja disposta a acompanhar seu desenvolvimento e aspirações. Só assim o aluno terá a capacidade de ir além daquilo que lhe foi ensinado, se auto questionar e obter uma maior capacidade cultural.

Os professores devem estar dispostos a reformar a maneira de ensino, primeiramente transformando sua maneira de pensar junto à instituição e a vontade dos alunos. Deve se enfatizar também a contradição da existência das culturas cientificas e as humanas: a cientifica é reflexo de uma série de processos empíricos e estudos intelectuais, já a humana é um conjunto de práticas culturais presentes nas sociedades. O ser humano não esta só inserido dentro de sua própria natureza, ele é um produto tanto biológico como cultural, um não deve desprezar os outros. A disciplina tende a dividir e especializar o trabalho em diversas ciências. O perigo da hiper-especialização nega o senso de responsabilidade daquele que só está preocupado com a sua área.

É indispensável relacionar as áreas de estudos porque às vezes só achamos as soluções esperadas em um conjunto de ciências. A realidade global não deve ser ocultada, as disciplinas devem ser integradas, é preciso distinguí-las e não separá-las. O pensamento deve compreender que o conhecimento das partes depende do conhecimento do todo e que o conhecimento do todo depende das partes.Que reconheça e examine os fenômenos multidimensionais, em vez de isolar, de maneira devastadora, cada uma de suas dimensões. Que respeite a diferença, enquanto reconhece a unicidade. É preciso substituir um pensamento que isola e separa por um pensamento que distingue e une.

Baseando-se nas informações acima e nos estudos realizados por sua pessoa sobre Edgar Morin, analise as proposições a seguir:

I. É preciso que ela (a educação) tenha a idéia da unidade da espécie humana, sem encobrir sua diversidade. Há uma unidade humana, que não é dada somente pelos traços biológicos do ser, assim como há a diversidade marcada por outros traços que são os psicológicos, culturais e sociais.

II. Compreender o ser humano é entendê-lo dentro de sua unidade e de sua diversidade. É necessário conservar a unidade do múltiplo e a multiplicidade do único.

III. A educação deve ilustrar o princípio de unidade e de diversidade em todos os seus domínios.

IV. A educação do século XXI deve estar baseada na homonização do ser humano.

V. Devemos pensar o problema do ensino, considerando, por um lado, os efeitos cada vez mais graves da compartimentação dos saberes e da incapacidade de articulá-los, uns aos outros; por outro lado, considerando a aptidão para contextualizar e integrar é uma qualidade fundamental da mente humana, que precisa ser desenvolvida, e não atrofiada.

Com base nas proposições apresentadas podemos afirmar que:

 

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