Observe a pintura e leia os textos.

(Candido Portinari, O lavrador de café, 1934)
I. A noção mais tradicional, acentuada pelos historiadores positivistas, atraídos pelo lado empírico e abstrato dos testemunhos, vê no documento a expressão irredutível do “fato” como o espelho da realidade e a prova irrefutável de uma investigação equivalente a um dossiê de processo-crime; daí provêm uma atitude de respeito quase místico da peça documental e a redução do historiador a mero copista (...).
(Adalberto Marson. Reflexões sobre o procedimento histórico. In: Marcos A. da Silva (org.). Repensando a História)
II. Ao longo do século XX, o documento adquire outra amplitude no trabalho do historiador. São utilizadas outras fontes de pesquisa histórica relacionadas à preocupação de se estudar outras dimensões da vida social. (...). Os vestígios do passado, quando transformados em documentos históricos, passaram a englobar outras funções, além das suas funções primárias originais, ou seja, ganharam também o papel de fornecer para o estudioso indícios de realidades históricas, modos de vida, mentalidades.
(PCNs História – terceiro e quarto ciclos do Ensino Fundamental)
Tendo em vista as conceituações descritas em I e II, está correto afirmar que a pintura pode ser considerada como documento histórico para