Um paciente de 75 anos é atendido em consulta de primeira vez no ambulatório de cardiologia do HUCFF com queixa de dispneia progressiva aos esforços há seis meses, evoluindo com ortopneia nos últimos dois meses. Associado a isso, notou surgimento de edema de membros inferiores e discreto aumento do volume abdominal.
É hipertenso de longa data, em uso regular de losartana 50 mg/dia, nega tabagismo e etilismo. Ao exame físico, apresentava-se emagrecido e levemente taquipneico em repouso, com frequência cardíaca de 89 bpm e pressão arterial de 142x68 mmHg. Múrmurio vesicular abolido no terço inferior de hemitórax direito; turgência jugular patológica a 90° e ritmo cardíaco em três tempos, B3 de ventrículo direito, com sopro sistólico de 2+/6+ em borda esternal esquerda. Fígado palpável a 5 cm do rebordo costal direito, com borda romba e dolorosa. Membros inferiores com edema de 3+/4+, com cacifo.
O eletrocardiograma mostrou baixa voltagem nas derivações periféricas e intervalo PR de 0,24 segundos. Havia ondas Q em V1-V3.
O ecocardiograma revelava hipertrofia das paredes dos ventrículos esquerdo e direito, com septo interventricular de 18 mm e parede posterior do VE de 16 mm, além de disfunção ventricular direita com disfunção sistólica leve do ventrículo esquerdo.
Considerando o diagnóstico mais provável do quadro descrito, assinale a afirmativa correta.