Conforme escreveu Delia Lerner, no livro Ler e Escrever na Escola: o Real, o Possível e o Necessário: “A reprodução acrítica da tradição e a adoção também acrítica de modas – tanto mais adotáveis quanto menor é a profundidade das mudanças que propõem – são dois riscos constantes para a educação, são obstáculos fortes para a produção de verdadeiras mudanças. E, se essas mudanças profundas se referem – como em nosso caso – ao ensino da leitura e da escrita, a resistência do sistema escolar agiganta-se: não só estamos questionando o núcleo da prática didática, como revisamos também a forma como a escola concebeu tradicionalmente sua missão alfabetizadora, essa missão que está nas raízes de sua função...”