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3434612 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: FCC
Orgão: BAHIAGÁS

Atenção: Leia o texto “A Caatinga”, de Jorge Amado, para responder às questões de números 5 a 8.

A Caatinga

Agreste e inóspita estende-se a caatinga. Os arbustos ralos elevam-se por léguas e léguas no sertão seco e bravio, como um deserto de espinhos. Cobras e lagartos arrastam-se por entre as pedras, sob o sol escaldante do meio-dia. São lagartos enormes, parecem sobrados do princípio do mundo, parados, sem expressão nos olhos fixos, coma se fossem esculturas primitivas. São as cobras mais venenosas, a cascavel e o jararacuçu, a jararaca é a coral. Silvam ao bulir dos galhos, ao saltar dos lagartos, ao calor do sol. Os espinhos se cruzam na caatinga, é o intransponível deserto, o coração inviolável do Nordeste, a seca, o espinho e o veneno, a carência de tudo, do mais rudimentar caminho, de qualquer árvore de boa sombra e de sugosa fruta. Apenas as umburanas se levantam, de quando em quando, quebrando a monotonia dos arbustos com a sua presença amiga e acolhedora. No mais são as palmatórias, as favelas, os mandacarus, os columbis, as quixibas, os croás, os xiquexiques, as coroas-de-padre, em meio a cuja rispidez surge, como uma visão de toda beleza, a flor de uma orquídea. Um emaranhado de espinhos, impossível de transpor. Por léguas e léguas, através de todo o Nordeste, o deserto da caatinga. Impossível de varar, sem estradas, sem caminho, sem picadas, sem comida e sem água, sem sombra e sem regatos. A caatinga nordestina.

(Adaptado de: AMADO, Jorge. A caatinga. Disponível em: https:umaacademia.org.br'

No trecho Os espinhos se cruzam na caatinga, a palavra “se” agrega ao verbo um valor semântico de

 

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