TEXTO 3
Não tenho nenhum respeito intelectual por quem faz listas de “erros”. Primeiro, porque não são erros, tecnicamente, mas variantes (quando são de “pronúncia”, inclusive, são mal registrados, porque seus autores não conhecem transcrição fonética nem fonêmica). Segundo, porque são incapazes de dar qualquer explicação (ninguém explica, por exemplo, pronúncias como [subzídio] ou mesmo [subizídio], mas todos dizem futEbol]), seja histórica, seja interna ao sistema. Fenômenos como assimilação e epêntese, que se repetem muito, são completamente ignorados, e acho que desconhecidos. Terceiro, porque, sendo monolíngues, mesmo em português (nunca devem ter lido nada do século XV ao XVIII, nem mesmo a Carta de Caminha), não se dão conta de que fenômenos similares ocorrem em todas as línguas; parece que também não assistem (a) filmes e não ouvem música estrangeira. Quarto, porque, fazendo listas, ou berrando que é assim e não assado, pensam que ensinam; se isso ensinasse, a lista de “erros” diminuiria; mas não só não diminui como se repete. Quinto, porque as listas são plagiadas (não vi nenhuma com construções relativas, por exemplo). Sexto, porque muitos adoradores desses çábios que fazem as listas escrevem comentários que deveriam constar nas listas... (exatamente porque pensam que os “erros” são aqueles das listas – e assim não enxergam os seus). Isso sim é de rir. Ah, eu gostaria de ouvir um(a) desse(a)s falando por 20 minutos..
Sírio Possenti. Postagem no Facebook, em 01/06/2018.
Com base na leitura do Texto 3 e considerando uma compreensão que ultrapasse o nível meramente superficial do texto, é CORRETA a seguinte afirmação: