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Foram encontradas 40 questões.

1317544 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Caetés-PE
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TEXTO 2

Muito se tem falado sobre a leitura e sua importância para o processo educativo – importância essa que nos parece inquestionável. Dispomos hoje de um grande volume de trabalhos que tratam do tema em diferentes perspectivas. Há também um grande número de estudos que mostram dificuldades de toda ordem relacionadas à prática de leitura na escola e a seus efeitos sociais.

Aqui, nos alinhamos ao pensamento de Cafieiro (2010), a qual também afirma que a leitura é um processo de muitas facetas (histórica, social, cultural e cognitiva), que ultrapassa a mera decodificação de sinais. Ler é atribuir sentidos e o leitor, ao compreender um texto como um todo coerente, pode ser capaz de refletir sobre ele, criticá-lo, saber usá-lo em sua vida.

Essa concepção conduz a uma mudança na forma de pensar e organizar o ensino da leitura; se os sentidos não estão prontos no texto, “é preciso contribuir para que os alunos criem boas estratégias para estabelecer relações necessárias à compreensão”. Portanto, a leitura deve ser tomada como um objeto de ensino, na medida em que ações diversificadas e sistematicamente organizadas podem contribuir para que o aluno leia melhor. As aulas de leitura devem se constituir como espaços de elaboração de perguntas e hipóteses, de confronto de interpretações, de apreciação sobre os dizeres dos outros, de alargamento de referências, sendo insuficientes, para isso, os limitados questionários que requerem apenas localização de informações no texto.

Além de desenvolver capacidades próprias de leitura junto aos nossos alunos, precisamos, enquanto docentes, reconhecer e trabalhar outras capacidades que o ato de ler pode ajudar a desenvolver, sobretudo aquelas atinentes ao conhecimento da língua e aos processos de escrita. Isso requer planejamento e elaborações didáticas específicas que ativem conhecimentos, estratégias, procedimentos, valores e atitudes cada vez mais complexos e articulados. Em resumo, ensinar a ler não é o mesmo que mandar ler: é preciso atuar intencionalmente para que se aprenda a ler.

SUASSUNA, L. Práticas de letramento para a formação do cidadão crítico. In: ATAÍDE, C. et al. (Orgs.). Gelne 40 anos: experiências teóricas e práticas nas pesquisas em linguística e literatura. São Paulo: Blucher, 2017. p. 279-280. Adaptado.

Considerando a significação contextual de palavras e expressões, analise as proposições apresentadas a seguir.

1. Ao afirmar que a leitura tem “importância inquestionável para o processo educativo” (1º parágrafo), a autora quis dizer que a leitura tem “importância inigualável para o processo educativo”.

2. Ao dizer: “[...] nos alinhamos ao pensamento de Cafieiro” (2º parágrafo), a autora pretendeu afirmar que há concordância entre o pensamento de Cafieiro e o dela mesma, no texto em questão.

3. Sobre as aulas de leitura, a autora opina que elas “devem se constituir como espaços de confronto de interpretações” (3º parágrafo); ou seja, elas devem se constituir como locais de embate de interpretações.

4. No 4º parágrafo, encontramos a seguinte afirmação: “Isso requer planejamento e elaborações didáticas específicas que ativem conhecimentos, estratégias, procedimentos, valores e atitudes cada vez mais complexos e articulados.”. O termo destacado significa “multifacetados”.

Estão CORRETAS, apenas:

 

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1298350 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Caetés-PE
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TEXTO 5

Enunciado 1298350-1

Disponível em: https://profekarina.wordpress.com/2012/11/11/tirinhas-para-se-divertir-com-a-lingua-portuguesa. Acesso em: 07/09/2018.

O humor do Texto 5 está construído, primordialmente, com base:

 

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1213942 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Caetés-PE
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TEXTO 2

Muito se tem falado sobre a leitura e sua importância para o processo educativo – importância essa que nos parece inquestionável. Dispomos hoje de um grande volume de trabalhos que tratam do tema em diferentes perspectivas. Há também um grande número de estudos que mostram dificuldades de toda ordem relacionadas à prática de leitura na escola e a seus efeitos sociais.

Aqui, nos alinhamos ao pensamento de Cafieiro (2010), a qual também afirma que a leitura é um processo de muitas facetas (histórica, social, cultural e cognitiva), que ultrapassa a mera decodificação de sinais. Ler é atribuir sentidos e o leitor, ao compreender um texto como um todo coerente, pode ser capaz de refletir sobre ele, criticá-lo, saber usá-lo em sua vida.

Essa concepção conduz a uma mudança na forma de pensar e organizar o ensino da leitura; se os sentidos não estão prontos no texto, “é preciso contribuir para que os alunos criem boas estratégias para estabelecer relações necessárias à compreensão”. Portanto, a leitura deve ser tomada como um objeto de ensino, na medida em que ações diversificadas e sistematicamente organizadas podem contribuir para que o aluno leia melhor. As aulas de leitura devem se constituir como espaços de elaboração de perguntas e hipóteses, de confronto de interpretações, de apreciação sobre os dizeres dos outros, de alargamento de referências, sendo insuficientes, para isso, os limitados questionários que requerem apenas localização de informações no texto.

Além de desenvolver capacidades próprias de leitura junto aos nossos alunos, precisamos, enquanto docentes, reconhecer e trabalhar outras capacidades que o ato de ler pode ajudar a desenvolver, sobretudo aquelas atinentes ao conhecimento da língua e aos processos de escrita. Isso requer planejamento e elaborações didáticas específicas que ativem conhecimentos, estratégias, procedimentos, valores e atitudes cada vez mais complexos e articulados. Em resumo, ensinar a ler não é o mesmo que mandar ler: é preciso atuar intencionalmente para que se aprenda a ler.

SUASSUNA, L. Práticas de letramento para a formação do cidadão crítico. In: ATAÍDE, C. et al. (Orgs.). Gelne 40 anos: experiências teóricas e práticas nas pesquisas em linguística e literatura. São Paulo: Blucher, 2017. p. 279-280. Adaptado.

Acerca dos processos de coordenação e subordinação, analise as proposições abaixo.

1. No enunciado: “Há também um grande número de estudos que mostram dificuldades de toda ordem relacionadas à prática de leitura na escola e a seus efeitos sociais”, identificamos termos que estão conectados por coordenação.

2. No trecho: “Aqui, nos alinhamos ao pensamento de Cafieiro (2010), a qual também afirma que a leitura é um processo de muitas facetas”, o complemento da forma verbal “afirma” se organiza na forma de uma oração subordinada.

3. No trecho: “As aulas de leitura devem se constituir [...], sendo insuficientes, para isso, os limitados questionários que requerem apenas localização de informações no texto.”, o termo nominal “questionários” é qualificado por uma oração subordinada.

4. No enunciado que finaliza o texto: “é preciso atuar intencionalmente para que se aprenda a ler.”, podemos identificar uma oração subordinada adverbial por meio da qual se expressa um propósito.

Estão CORRETAS:

 

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1199186 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Caetés-PE

TEXTO 1

Brasil cultiva discurso de ódio nas redes sociais, mostra pesquisa

Na Sociologia e na Literatura, o brasileiro foi por vezes tratado como cordial e hospitaleiro, mas não é isso o que ac ontece nas redes sociais: a democracia racial apregoada por Gilberto Freyre passa ao largo do que acontece diariamente nas comunidades virtuais do país. Levantamento inédito realizado pelo projeto Comunica que Muda , iniciativa da agência Nova/sb, mostra em números a intolerância do internauta tupiniquim.

Entre abril e junho, um algoritmo vasculhou plataformas como Facebook, Twitter e Instagram atrás de mensagens e textos sobre temas sensíveis, como racismo, posicionamento político e homofobia. Foram i dentificadas 393.284 menções, sendo 84% delas com abordagem negativa, de exposição do preconceito e da discriminação. Aquele brasileiro cordial não usa a internet no Brasil diz Thiago Tavares, presidente da ONG SaferNet Brasil. O que a ge nte tem visto nas redes sociais é o acirramento do discurso de ódio, de intolerância às diferenças.

Como resultado do panorama político gerado a partir das eleições de 2014, “coxinhas” e “petralhas” realizam intenso debate nas redes, na maioria das ve zes com xingamentos e discursos rasos, que incentivam o ódio e a divisão. Do total de mensagens analisadas, 219.272 tinham cunho político, sendo que 97,4% delas abordavam aspectos negativos. A segregação virtual foi materializada no muro erguido no gramado do Congresso Nacional para separar manifestantes contra e a favor do afastamento da presidente Dilma Rousseff.

O segundo tema com maior número de mensagens foi o ódio às mulheres. Muitos internautas parecem não entender que lugar de mulher é onde ela quiser, e a misoginia se alastra pelas redes. Assédio, pornografia de vingança, incitação ao estupro e outras violências são, por vezes, travestidos de “piadas” que são curtidas e compartilhadas, reforçando no ambiente virtual o machismo presente na sociedade. Ao todo, foram coletadas 49.544 citações que abordavam as desigualdades de gênero, sendo 88% delas com viés intolerante.

Pessoas com algum tipo de deficiência, que lutam no dia a dia por seus direitos, também são achincalhadas nas redes sociais. O levantamento captou 40.801 mensagens sobre o tema, sendo 93,4% com abordagem negativa. Termos como “leproso” e “retardado mental” e o uso da deficiência para “justificar” direitos são usados nessas citações. [...]

– Ao contrário do que muita gente acha, o Brasil é intolerante. A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no país; a cada 11 minutos, uma mulher é estuprada – ressalta Bob Vieira, diretor executivo da agência Nova/sb. – As redes sociais fazem nada mais que amplificar esse ódio, reafirmar os preconceitos que as pessoas já têm.

Vieira destaca que o levantamento captou dois tipos de intolerância. O visível, em que o agressor vai direto ao ponto; e o invisível, mais sutil, que se esconde em comentários que podem passar despercebidos, pois abordam discursos que já foram incorporados pela sociedade, mas não pelas vítimas. – É quando a professora fala para a aluna alisar o cabelo para ficar bonita ou o crítico trata o Bolsa-Família como esmola – diz Vieira. [...]

Mais que constatar a existência do preconceito nas redes sociais, o estudo quer debater a tênue linha que separa o discurso de ódio do direito à liberdade de expressão. Paula Martins, diretora executiva da ONG Artigo 19, acredita que o combate à intolerância deve acontecer pelo fomento à tolerância e à pluralidade, não por medidas restritivas. – O direito à liberdade de expressão não é absoluto. Legislações tratam o discurso de ódio explicitamente como um limitador da liberdade de expressão – avalia. – Mas cada caso deve ser tratado de forma individualizada. [...]

Disponível em: https://oglobo.globo.com/sociedade/brasil-cultiva-discurso-de-odio-nas-redes-sociais-mostra-pesquisa-19841017. Acesso em: 07/09/2018. Adaptado.

Releia: “Mais que constatar a existência do preconceito nas redes sociais, o estudo quer debater a tênue linha que separa o discurso de ódio do direito à liberdade de expressão.”

Assinale a alternativa em que o sentido desse trecho está mantido.

 

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1163519 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Caetés-PE
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TEXTO 3

Não tenho nenhum respeito intelectual por quem faz listas de “erros”. Primeiro, porque não são erros, tecnicamente, mas variantes (quando são de “pronúncia”, inclusive, são mal registrados, porque seus autores não conhecem transcrição fonética nem fonêmica). Segundo, porque são incapazes de dar qualquer explicação (ninguém explica, por exemplo, pronúncias como [subzídio] ou mesmo [subizídio], mas todos dizem futEbol]), seja histórica, seja interna ao sistema. Fenômenos como assimilação e epêntese, que se repetem muito, são completamente ignorados, e acho que desconhecidos. Terceiro, porque, sendo monolíngues, mesmo em português (nunca devem ter lido nada do século XV ao XVIII, nem mesmo a Carta de Caminha), não se dão conta de que fenômenos similares ocorrem em todas as línguas; parece que também não assistem (a) filmes e não ouvem música estrangeira. Quarto, porque, fazendo listas, ou berrando que é assim e não assado, pensam que ensinam; se isso ensinasse, a lista de “erros” diminuiria; mas não só não diminui como se repete. Quinto, porque as listas são plagiadas (não vi nenhuma com construções relativas, por exemplo). Sexto, porque muitos adoradores desses çábios que fazem as listas escrevem comentários que deveriam constar nas listas... (exatamente porque pensam que os “erros” são aqueles das listas – e assim não enxergam os seus). Isso sim é de rir. Ah, eu gostaria de ouvir um(a) desse(a)s falando por 20 minutos..

Sírio Possenti. Postagem no Facebook, em 01/06/2018.

Com base na leitura do Texto 3 e considerando uma compreensão que ultrapasse o nível meramente superficial do texto, é CORRETA a seguinte afirmação:

 

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As tecnologias da informação e da comunicação – TIC têm grande importância nos processos educacionais. Para incorporá-las ao processo de ensino e aprendizagem, é pertinente considerarmos algumas premissas. Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA.

 

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1149913 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Caetés-PE
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TEXTO 2

Muito se tem falado sobre a leitura e sua importância para o processo educativo – importância essa que nos parece inquestionável. Dispomos hoje de um grande volume de trabalhos que tratam do tema em diferentes perspectivas. Há também um grande número de estudos que mostram dificuldades de toda ordem relacionadas à prática de leitura na escola e a seus efeitos sociais.

Aqui, nos alinhamos ao pensamento de Cafieiro (2010), a qual também afirma que a leitura é um processo de muitas facetas (histórica, social, cultural e cognitiva), que ultrapassa a mera decodificação de sinais. Ler é atribuir sentidos e o leitor, ao compreender um texto como um todo coerente, pode ser capaz de refletir sobre ele, criticá-lo, saber usá-lo em sua vida.

Essa concepção conduz a uma mudança na forma de pensar e organizar o ensino da leitura; se os sentidos não estão prontos no texto, “é preciso contribuir para que os alunos criem boas estratégias para estabelecer relações necessárias à compreensão”. Portanto, a leitura deve ser tomada como um objeto de ensino, na medida em que ações diversificadas e sistematicamente organizadas podem contribuir para que o aluno leia melhor. As aulas de leitura devem se constituir como espaços de elaboração de perguntas e hipóteses, de confronto de interpretações, de apreciação sobre os dizeres dos outros, de alargamento de referências, sendo insuficientes, para isso, os limitados questionários que requerem apenas localização de informações no texto.

Além de desenvolver capacidades próprias de leitura junto aos nossos alunos, precisamos, enquanto docentes, reconhecer e trabalhar outras capacidades que o ato de ler pode ajudar a desenvolver, sobretudo aquelas atinentes ao conhecimento da língua e aos processos de escrita. Isso requer planejamento e elaborações didáticas específicas que ativem conhecimentos, estratégias, procedimentos, valores e atitudes cada vez mais complexos e articulados. Em resumo, ensinar a ler não é o mesmo que mandar ler: é preciso atuar intencionalmente para que se aprenda a ler.

SUASSUNA, L. Práticas de letramento para a formação do cidadão crítico. In: ATAÍDE, C. et al. (Orgs.). Gelne 40 anos: experiências teóricas e práticas nas pesquisas em linguística e literatura. São Paulo: Blucher, 2017. p. 279-280. Adaptado.

Uma das perspectivas como o assunto do Texto 2 é apresentado está CORRETAMENTE sintetizada em:

 

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1149864 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Caetés-PE
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TEXTO 4

AULA DE PORTUGUÊS

A linguagem

na ponta da língua,

tão fácil d e falar

e de entender.

A linguagem

na superfície estrelada de letras,

sabe lá o que ela quer dizer?

Professor Carlos Góis, ele é quem sabe,

e vai desmatando

o amazonas de minha ignorância.

Figuras de gramática, esquipáticas,

atropelam me, aturdem me, sequestram me.

Já esqueci a língua em que comia,

em que pedia para ir lá fora,

em que levava e dava pontapé,

a língua, breve língua entrecortada

do namoro com a prima.

O português são dois; o outro, mistério.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Nova reunião: 23 li vros de poesia. São Paulo: Schwarcz, 2015. p. 700.

Considerando o Texto 4 globalmente, é CORRETO afirmar que ele se fundamenta com base em uma relação semântica de:

 

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1149782 Ano: 2018
Disciplina: Português
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Caetés-PE

TEXTO 1

Brasil cultiva discurso de ódio nas redes sociais, mostra pesquisa

Na Sociologia e na Literatura, o brasileiro foi por vezes tratado como cordial e hospitaleiro, mas não é isso o que ac ontece nas redes sociais: a democracia racial apregoada por Gilberto Freyre passa ao largo do que acontece diariamente nas comunidades virtuais do país. Levantamento inédito realizado pelo projeto Comunica que Muda , iniciativa da agência Nova/sb, mostra em números a intolerância do internauta tupiniquim.

Entre abril e junho, um algoritmo vasculhou plataformas como Facebook, Twitter e Instagram atrás de mensagens e textos sobre temas sensíveis, como racismo, posicionamento político e homofobia. Foram i dentificadas 393.284 menções, sendo 84% delas com abordagem negativa, de exposição do preconceito e da discriminação. Aquele brasileiro cordial não usa a internet no Brasil diz Thiago Tavares, presidente da ONG SaferNet Brasil. O que a ge nte tem visto nas redes sociais é o acirramento do discurso de ódio, de intolerância às diferenças.

Como resultado do panorama político gerado a partir das eleições de 2014, “coxinhas” e “petralhas” realizam intenso debate nas redes, na maioria das ve zes com xingamentos e discursos rasos, que incentivam o ódio e a divisão. Do total de mensagens analisadas, 219.272 tinham cunho político, sendo que 97,4% delas abordavam aspectos negativos. A segregação virtual foi materializada no muro erguido no gramado do Congresso Nacional para separar manifestantes contra e a favor do afastamento da presidente Dilma Rousseff.

O segundo tema com maior número de mensagens foi o ódio às mulheres. Muitos internautas parecem não entender que lugar de mulher é onde ela quiser, e a misoginia se alastra pelas redes. Assédio, pornografia de vingança, incitação ao estupro e outras violências são, por vezes, travestidos de “piadas” que são curtidas e compartilhadas, reforçando no ambiente virtual o machismo presente na sociedade. Ao todo, foram coletadas 49.544 citações que abordavam as desigualdades de gênero, sendo 88% delas com viés intolerante.

Pessoas com algum tipo de deficiência, que lutam no dia a dia por seus direitos, também são achincalhadas nas redes sociais. O levantamento captou 40.801 mensagens sobre o tema, sendo 93,4% com abordagem negativa. Termos como “leproso” e “retardado mental” e o uso da deficiência para “justificar” direitos são usados nessas citações. [...]

– Ao contrário do que muita gente acha, o Brasil é intolerante. A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no país; a cada 11 minutos, uma mulher é estuprada – ressalta Bob Vieira, diretor executivo da agência Nova/sb. – As redes sociais fazem nada mais que amplificar esse ódio, reafirmar os preconceitos que as pessoas já têm.

Vieira destaca que o levantamento captou dois tipos de intolerância. O visível, em que o agressor vai direto ao ponto; e o invisível, mais sutil, que se esconde em comentários que podem passar despercebidos, pois abordam discursos que já foram incorporados pela sociedade, mas não pelas vítimas. – É quando a professora fala para a aluna alisar o cabelo para ficar bonita ou o crítico trata o Bolsa-Família como esmola – diz Vieira. [...]

Mais que constatar a existência do preconceito nas redes sociais, o estudo quer debater a tênue linha que separa o discurso de ódio do direito à liberdade de expressão. Paula Martins, diretora executiva da ONG Artigo 19, acredita que o combate à intolerância deve acontecer pelo fomento à tolerância e à pluralidade, não por medidas restritivas. – O direito à liberdade de expressão não é absoluto. Legislações tratam o discurso de ódio explicitamente como um limitador da liberdade de expressão – avalia. – Mas cada caso deve ser tratado de forma individualizada. [...]

Disponível em: https://oglobo.globo.com/sociedade/brasil-cultiva-discurso-de-odio-nas-redes-sociais-mostra-pesquisa-19841017. Acesso em: 07/09/2018. Adaptado.

Releia o parágrafo a seguir.

Ao contrário do que muita gente acha, o Brasil é intolerante. A cada 23 minutos, um jovem negro é assassinado no país; a cada 11 minutos, uma mulher é estuprada – ressalta Bob Vieira, diretor executivo da agência Nova/sb.

– As redes sociais fazem nada mais que amplificar esse ódio, reafirmar os preconceitos que as pessoas já têm.

Acerca do emprego dos sinais de pontuação no trecho acima, assinale a alternativa CORRETA.

 

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Uma das efetivas conquistas que os educadores progressistas conseguiram registrar na Constituição de 1988, referendada na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) de 1996, foi a gestão democrática do ensino público, como um dos princípios em que se deve consolidar a Educação Nacional. Nessa perspectiva, para efetivar a gestão democrática na escola, uma das ações primordiais tem sido a elaboração da proposta pedagógica escolar. Sobre o projeto pedagógico, analise os itens abaixo:

I. A incumbência primordial da escola é a elaboração e execução do Projeto Pedagógico.

II. A elaboração da proposta pedagógica da escola deve ser entendida como uma tarefa coletiva, para a qual devem colaborar representantes de todos os segmentos envolvidos.

III. Para elaborar e executar o projeto pedagógico, a escola deve trabalhar com a diversidade de experiências, de conhecimento e proposições.

IV. Na elaboração do projeto pedagógico, todos devem participar, ou seja, a totalidade dos professores, alunos, funcionários e comunidade.

V. A execução das ações na escola fica mais organizada, criativa e inserida no contexto da comunidade, se o projeto for construído de forma democrática e participativa.

Estão CORRETOS apenas

 

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