Sobre o processo de medicalização na infância, no capítulo “Produção do fracasso escolar e medicalização da infância e da escola”, do livro “Psicanálise, educação especial e formação de professores: construções em rasuras”, as autoras Moysés e Collares (2017), fazem as seguintes afirmações:
I. A medicina constrói, artificialmente, as doenças do não aprender e a consequente demanda por serviços de saúde especializados.
II. A medicalização do campo educacional alicerçou preconceitos racistas sobre a inferioridade do negro; depois, a inferioridade intelectual do brasileiro foi pretensamente explicada pelo estereótipo do Jeca Tatu, unindo desnutrição, verminose, anemia.
III. Os processos de medicalização, ao deslocarem causas e soluções para o campo médico, isentam de responsabilidades instituições e governantes, criando mais um obstáculo à transformação das práticas educacionais e à superação do fracasso da escola.
IV. O discurso médico propaga a existência de crianças capazes de aprender sem a intervenção médica.
Conforme a proposição acima: