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1159934 Ano: 2019
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CONTEMAX
Orgão: Pref. Lucena-PB
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Leia os textos abaixo para responder as questões de 31 a 33.

Texto 1
Leitura
Era um quintal ensombrado, murado alto de pedras.
As macieiras tinham maçãs temporãs, a casca
vermelha
de escuríssimo vinho, o gosto caprichado das coisas
fora do seu tempo desejadas.
Ao longo do muro eram talhas de barro.
Eu comia maçãs, bebia a melhor água, sabendo
que lá fora o mundo havia parado de calor.
Depois encontrei meu pai, que me fez festa
e não estava doente e nem tinha morrido, por isso
ria,
os lábios de novo e a cara circulados de sangue,
caçava o que fazer pra gastar sua alegria:
onde está meu formão, minha vara de pescar,
cadê minha binga, meu vidro de café?
Eu sempre sonho que uma coisa gera,
nunca nada está morto.
O que não parece vivo, aduba.
O que parece estático, espera.
LEITURA. – In: Bagagem, de Adélia Prado, Editora Record, Rio de Janeiro.
Texto 2
Fragmento
Bem-aventurado o que pressentiu quando a manhã começou: não vai ser diferente da noite. Prolongados permanecerão o corpo sem pouso, o pensamento dividido entre deitar-se primeiro à esquerda ou à direita e mesmo assim anunciou paciente ao meio-dia: algumas horas e já anoitece, o mormaço abranda, um vento bom entra pela janela.
FRAGMENTO. – In: Bagagem, de Adélia Prado, Editora Record, Rio de Janeiro.

Marque ( V ) para Verdadeiro ou ( F ) para Falso e assinale a sequência CORRETA:

(_____) Houve um erro de concordância no termo em destaque no verso: “os lábios de novo e a cara circulados de sangue”.
(_____) No texto 1, o eu poético está descrevendo a imagem do pai ressuscitado pela lembrança.
(_____) Os dois poemas têm em si o mesmo tema.
(_____) Houve um erro de concordância no termo destacado no verso: “Prolongados permanecerão o corpo sem pouso”, pois, obrigatoriamente, ele deveria concordar com o termo “corpo sem pouso”.

 

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