
Observe atentamente a obra Aurora (2007), de Carmela Gross.

Sobre a obra, quando em exposição na Galeria Olido, Agnaldo Farias, curador e crítico de arte, comenta que não se trata de força de expressão dizer que a sala estará habitada por AURORA. O público a encontrará enorme, atravessando diagonalmente o espaço, engenhosamente escrita numa caligrafia dura e volátil de lâmpadas fluorescentes, uma sucessão de garatujas róseas das quais pendem a cabeleira de fios brancos por onde flui a energia que as alimenta. Um corpo luminoso a ocupar o ambiente, tingindo sua penumbra de rosa e a derramar-se pelas grandes janelas da sala sobre os transeuntes que, incautos e inconscientes de tanta beleza, transitarão durante todos os meses da primavera, pelas calçadas da São João, esquina com Dom José de Barros e do Largo do Paissandu. A partir do comentário de Farias, pode-se afirmar que a modalidade de produção artística dessa obra é