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4030306 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: IGEDUC
Orgão: Pref. São José Campestre-RN
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O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os preocupantes efeitos de longo prazo da pandemia que agora estão sendo observados nas crianças
A professora de pré-escola Rebekah Underwood percebe diferenças claras na turma de 2025 em comparação às crianças que ensinava antes da pandemia de covid-19. Alunos de cinco e seis anos demonstram maior cautela física, com dificuldades para pular, dar cambalhotas ou escalar. Esse comportamento chama a atenção por contrastar com gerações anteriores e levanta a hipótese de que a restrição à exploração ao ar livre, vivida quando eram bebês, tenha influenciado seu desenvolvimento motor e a confiança corporal.
Em março de 2020, o fechamento das escolas em todo o mundo alterou profundamente a rotina de mais de dois bilhões de crianças e jovens. O confinamento prolongado, o ensino remoto e a substituição da convivência presencial por interações mediadas por telas romperam o ritmo cotidiano da infância. Experiências importantes — esportes, brincadeiras coletivas e eventos escolares — foram interrompidas, e muitos alunos passaram meses ou até mais de um ano sem contato presencial com colegas.
Pesquisadores observam que essas interrupções deixaram marcas no comportamento, na saúde mental, nas habilidades sociais e na aprendizagem. Crianças pequenas passaram a apresentar maior sensibilidade a estímulos sonoros e visuais, além de dificuldades em ambientes barulhentos e caóticos. Em algumas escolas, atividades práticas, como aulas de música, precisaram ser suspensas e depois reintroduzidas gradualmente, devido à sobrecarga sensorial vivida pelos alunos.
Estudos recentes indicam que bebês que passaram os primeiros meses de vida durante os confinamentos apresentam vocabulário mais restrito e dificuldades em habilidades cognitivas mais complexas. A redução das interações sociais e da diversidade de estímulos em espaços públicos é apontada como fator relevante, já que os primeiros anos são decisivos para o desenvolvimento da comunicação e das funções executivas.
Na área educacional, estima-se que cerca de quase dois bilhões de estudantes tenham sido prejudicados. Relatórios internacionais apontam perdas expressivas de aprendizagem, sobretudo em matemática, mais intensas entre alunos de famílias de baixa renda e grupos marginalizados. Essas defasagens mostraram-se persistentes mesmo após a reabertura das escolas e se recuperam de forma desigual, ampliando disparidades educacionais e gerando impactos econômicos de longo prazo.
Além da educação, pesquisas identificaram aumento da obesidade infantil e maior incidência de ansiedade, depressão e problemas comportamentais. Por outro lado, alguns estudos registram melhora na maturidade emocional, possivelmente relacionada à exposição precoce a adversidades e a temas complexos durante a pandemia, o que pode ter acelerado certos aspectos do amadurecimento psicológico.
Especialistas alertam que, sem ações coordenadas entre políticas públicas, famílias e escolas, as consequências negativas se prolongarão ao longo dos anos. Ainda assim, Underwood observa sinais de avanço em sua turma mais recente: as crianças demonstram maior disposição para atividades físicas, retomam brincadeiras com mais confiança e participam melhor das aulas de música, embora o desenvolvimento socioemocional continue a exigir acompanhamento atento.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8e4xxd02xlo.adaptado.
Em março de 2020, o fechamento das escolas em todo o mundo "alterou" profundamente a rotina de mais de dois bilhões de crianças e jovens.

De acordo com as regras de regência verbal, analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
 

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