Durante uma aula de dança contemporânea em uma
escola estadual, uma professora propõe aos estudantes
uma sequência de improvisação que explora a transição
entre movimentos de projeção centrífuga e movimentos
de recolhimento centripetal, mantendo a atenção coletiva
direcionada para um ponto imaginário no centro do
espaço compartilhado. Os alunos, distribuídos em
diferentes níveis espaciais (altos, médios e baixos) e em
relações de proximidade variável, são orientados a
permanecerem conectados mesmo quando fisicamente
afastados. Essa experiência pedagógica dialoga
diretamente com a perspectiva labaniana e permite aos
dançarinos desenvolver não apenas coordenação
motora, mas também uma sensibilidade relacional que
integra aspectos sensoriais, emocionais e intelectuais.
Nesse contexto, a noção que fundamenta
pedagogicamente essa prática e que distingue a dança
contemporânea de estruturas de movimento mais rígidas
está associada ao conceito de: