Pela amplitude de significados e relações que os termos inclusão e diversidade podem sugerir, faz-se necessário analisar alguns equívocos conceituais e reducionismos que têm sido praticados sobre o tema. Ao se presenciar discursos de dirigentes educacionais ou conversas entre professores, é comum a afirmação de que a inclusão se refere a um processo direcionado apenas aos alunos com necessidades educacionais especiais, mais precisamente às crianças e jovens com deficiências. Essa definição, fruto de desinformação e superficialidade de análise, está equivocada por vários motivos; analise-os.
I. A expressão “necessidades educacionais especiais” é tomada como sinônimo de deficiência, o que não corresponde à verdade.
II. Somente os alunos com deficiência seriam alvos das políticas de inclusão, como se apenas eles estivessem à margem do sistema educacional, apresentando problemas na aprendizagem.
III. Reduz-se a complexa problemática social da inclusão, que estende seus tentáculos aos diferentes segmentos sociais, ao espaço escolar como se, uma vez matriculados tais alunos em classes comuns, estaria garantida a sua inclusão educacional e social.
Está correto o que se afirma em