Para as autoras Delgado e Ferreira (2013), “as mudanças ocorridas no mundo ao final do último milênio, além de terem reconfigurado as relações de poder no plano internacional, de redefinirem padrões de gestão da economia e de incluírem expressões de multiplicidade sociais e culturais, também afetaram o campo do conhecimento. Nas ciências humanas e sociais as transformações foram avassaladoras. Solaparam certezas e abalaram os paradigmas da modernidade fundamentados na construção de conhecimentos de base estruturalista, totalizante e cientificista. Esses movimentos de transformação do mundo acoplados a outras tensões da pós-modernidade vieram acompanhados de uma busca ansiosa por referências sólidas que inclui, também, novas formas de apropriações e usos do passado. Buscam-se, simultaneamente, dois tipos de esteios. De um lado, fundamentos para as identidades coletivas que parecem se dissolver frente a um mudancismo cotidiano, crescente e inexorável; de outro, bases para construção de conhecimentos renovados e atualizados nas áreas das humanidades. A história também foi colhida pela profundidade dessa virada epistemológica e procura” e deve: