Magna Concursos
3971974 Ano: 2026
Disciplina: Geografia
Banca: UPENET/IAUPE
Orgão: Pref. Petrolina-PE
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Leia os textos de apoio.

Texto 1

Contudo, mais destrutiva do que essa ação direta da cana sobre o solo é a sua ação indireta, através do sistema de exploração da terra que a economia açucareira impõe: exploração monocultora e latifundiária. [...] Hoje se sabe que a perda da fertilidade é um fator importante no mecanismo de erosão, e a cana esgota rapidamente a fertilidade dos solos, alterando sua estrutura.

CASTRO, Josué. Geografia da Fome – o dilema brasileiro: pão ou aço. Rio de Janeiro: 1984. (Adaptado)

Texto 2

De acordo com o Atlas do Espaço Rural Brasileiro (IBGE), os estabelecimentos com menos de 50 hectares representam 81,4% do total de propriedades, mas ocupam apenas 12,8% da área total. Em contrapartida, grandes latifúndios (acima de 2.500 hectares) representam apenas 0,3% do total de propriedades, mas açambarcam 32,8% da área produtiva do país, sendo a pequena e média propriedade (até 500 ha) a principal responsável pelo abastecimento do mercado interno com produtos de subsistência (arroz, feijão e mandioca).

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Atlas do espaço rural brasileiro. Rio de Janeiro: 2020.

A análise comparativa entre a denúncia histórica de Josué de Castro e os dados estatísticos recentes do IBGE permite identificar uma permanência estrutural na organização do espaço agrário brasileiro.

Sob a perspectiva da análise multiescalar e socioespacial, é CORRETO afirmar que a manutenção da "Geografia da Fome" no Brasil contemporâneo se explica porque

 

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Professor - Geografia

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