I A Organização Internacional do Trabalho (OIT) constatou, em estudo recém-concluído, que os bancos públicos ainda financiam empresas que exploram mão-de-obra escrava no país. O BNDES, o Banco do Brasil e o Banco da Amazônia (Basa), além de órgãos públicos como a Sudam e a Sudene, concedem créditos a empresas envolvidas com esse tipo de crime.
II A pesquisa da OIT foi feita com base em dados de 1997 a 2002 e entrevistas com cerca de sete mil trabalhadores resgatados da condição de escravidão. O perfil das vítimas desse tipo de trabalho no país é de jovens, analfabetos e pessoas sem sequer registro civil. Mais de 80% das vítimas de trabalho escravo e degradante não têm registro civil.
III Para a OIT, embora o problema aconteça no âmbito das relações trabalhistas, também é uma grave violação dos direitos humanos, porque envolve o cerceamento da liberdade das pessoas. As condições geográficas do local em que estão submetidas (30, 40 quilômetros de distância da cidade) e a presença de guardas armados as impede de fugir.
IV Uma das ações previstas no programa da OIT é a instalação de projetos pilotos, a partir de 2004, nos municípios onde há mais aliciamento. A meta inicial é inserir cerca de 200 trabalhadores no mercado formal de emprego.