“As monarquias medievais eram uma combinação instável de suseranos feudais e reis ungidos. As extraordinárias prerrogativas reais desta última função constituíam, com certeza, um contrapeso necessário à fraqueza e às limitações estruturais dos primeiros: a contradição entre esses dois princípios alternativos de realeza configurava a tensão central do Estado feudal da Idade Média.”
ANDERSON, Perry. Linhagens do Estado Absolutista. São Paulo: Brasiliense, 1995.
Em relação aos recursos econômicos dos monarcas medievais, considere as seguintes afirmativas.
I. Tinham que angariar seus rendimentos principalmente nas suas próprias propriedades, na sua qualidade de senhores de terras particulares.
II. Gozavam normalmente de certos privilégios financeiros advindos de seu senhorio territorial e, além disso, auferiam recursos de certas taxas cobradas de seus vassalos, de tributos pagos nos mercados e nas rotas de comércio, de contribuições da Igreja, e dos rendimentos da justiça real.
III. Recorriam ao crédito de banqueiros e de comerciantes das cidades, que controlavam reservas relativamente amplas de capital líquido, quando confrontados com a escassez de receitas para a condução dos negócios do Estado.
IV. Podiam decretar impostos à sua vontade, uma vez que eram chefes de Estado e de Governo, prescindindo, portanto, do consentimento de outros corpos da administração do Estado.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s