Texto
Ninguém nasce sabendo ler: aprende-se à medida que vive. Se "ler livros" geralmente se aprende nos bancos da cola, outras leituras se aprendem por aí, na chamada escola da vida: a leitura do voo das arribações que indicam a seca [...] independe da aprendizagem formal e se perfaz na interação cotidiana como o mundo das coisas e dos outros.
Como entre tais coisas e tais outros incluem-se também livros e leitores, fecha-se o círculo: lê-se para entender o mundo, para viver melhor. em nossa cultura, quanto mais abrangente a concepção de mundo e de vida, mais intensamente se lê, numa espiral quase sem fim, que pode e deve começar na escola, mas não pode (nem costuma) encerrar-se nela.
Do mundo da leitura à leitura do mundo, o trajeto se cumpre sempre refazendo-se, inclusive, por um vice-versa que transforma a leitura em prática circular e infinita. Como fonte de saber e de sabedoria, a leitura não esgota seu poder de sedução nos estreitos círculos da escola.
(Marisa Lajolo. Do mundo da Leitura para a leitura do mundo. São Paulo: Ática, 1993. p.7)
De acordo com o posicionamento apresentado pela autora, ao longo do texto, é correto afirmar que: