LEIA O TEXTO
“Em nossa última conversa, dizia-me o grande amigo que não esperava viver muito tempo por ser um cardisplicente.
-O quê?
-Cardisplicente. Aquele que desdenha do próprio coração.
Entre um copo e outro de cerveja, fui ao dicionário.
- “Cardisplicente” não existe, você inventou – triunfei.
- Mas se eu inventei como é que não existe? – espantou-se meu amigo.
Semanas depois deixou em saudades fundas companheiros, parentes e bem-amadas.
Homens de bom coração não deveriam ser cardisplicentes.” – Conforme sugere o texto, “cardisplicente” é
Millor Fernandes – Ernani Terra Ed. Ática - pág. 78 - 2002