Leia o seguinte texto para responder à questão.
A palavra ética, no cotidiano brasileiro, ganhou um status paradoxal: é muito falada, muito cortejada e sinônimo de transformação da realidade, mas, na prática, parece algemada a um passado prisioneiro de práticas que ferem a lei e, portanto, a própria ética. Nesse contexto há inúmeros obstáculos a vencer.
Não há dúvida de que os avanços se têm sucedido. E o balanço do debate em torno da ética nos negócios, na política, no dia-a-dia do cidadão demonstra: a agulha magnética da defesa da ética tem se movido em ritmo ascendente, num mutirão dos mais construtivos. Embora o percurso a vencer seja acidentado e longo, não há dúvida de que a perplexidade, de natureza passiva, irá ceder lugar, mais rapidamente do que se possa imaginar, à força da ação; esta, sim, a chave para fazer da ética no país um valor permanente e de natureza coletiva.
(Emerson Kapaz, Perplexidade e indignação, Correio Braziliense, 22 de dezembro de 2005, com adaptações)
De acordo com o desenvolvimento da argumentação, assinale a opção que não está incluída na situação referida pela expressão “Nesse contexto”.