O médico e escritor britânico Arthur Conan Doyle criou o personagem Sherlock Holmes, investigador famoso por solucionar seus casos mediante a aplicação do método científico e da lógica, como exemplificado no trecho a seguir:
“Mas você falava de observação e lógica. Até certo ponto uma implica a outra, não é verdade?
— Não Senhor. Só raramente. Por exemplo, a observação me mostra que você esteve esta manhã na agência postal da
Wigmore Street, mas o raciocínio lógico me faz saber que, ao chegar lá, expediu um telegrama.
— Correto – exclamei. — Correto em ambos os pontos!
– A observação me diz que você tem um pequeno torreão avermelhado preso à sola do sapato. Exatamente em frente à agência postal da Wigmore Street, abriram a calçada deixando um pouco de terra vermelha no caminho. A terra é de um vermelho típico, que, até onde eu sei, não se encontra em qualquer outro lugar das redondezas. Tudo isso é observação, o resto é raciocínio.
— Como concluiu, então, que mandei um telegrama? – Ora, evidentemente, eu sabia que não tinha escrito uma carta, uma vez que passei toda a manhã, sentado à sua frente. Vejo, além disso, que há uma folha de selos em sua escrivaninha e um grosso maço de postais. Para que iria, então, à agência postal, senão para mandar um telegrama? Eliminei todos os outros fatores e o que restou deve ser a verdade.”
(Adaptado de DOYLE, Sir Arthur Conan.
O signo dos quatro. São Paulo: Rideel, 2002, pp. 36-37.)
Os procedimentos lógicos utilizados por Sherlock Holmes no trecho acima envolvem