Texto IV
Detetives de laboratório
Dezembro de 200, Nova York, a metrópole da "tolerância zero". Um morador é baleado em um assalto - casos de latrocínio (roubo à mão armada) com vítimas fatais continuam sendo um fato quase banal no cotidiano da cidade. Cinco dias depois, uma pequena mercearia é roubada e o criminoso, antes de fugir, também mata duas pessoas a tiros. Em ambos os casos, a principal pista deixada pelo assassino são as próprias balas.
Toda arma de fogo possui "impressões digitais". ranhuras microscópicas que o atrito com o cano deixa na lateral de cada projétil. Por meio desses arranhões dá para identificar o modelo do revólver, metralhadora, o que for - além de seu calibre e outros detalhes.
Quatro meses depois desses dois crimes novaiorquinos, um ladrão é preso durante um assalto à mão armada e tem sua pistola apreendida. Descobriram tratar-se de um condenado por assassinato cumprindo pena em liberdade condicional. A polícia, suspeitando do comportamento do sujeito, decidiu averiguar o que ele havia feito com sua arma. Os policiais atiraram contra um tonel de algodão, recuperaram a bala e a enviaram a um laboratório, que registrou as ranhuras em um branco de dados no computador. O resultado indicou que aquela ama havia sido usada no latrocínio, nos homicídios que se sucederam na mercearia e em dois outros crimes cometidos na cidade. A polícia pôde, então, correr atrás de pistas e prender o criminoso.
Em casos intrincados como esse, os investigadores têm se beneficiado muito da tecnologia oferecida pela ciência forense. Esse disciplina é batizada com um antiquíssimo adjetivo latino, forense que quer dizer "respeitante ao fórum judicial" —ou seja, tudo o que ajuda os tribunais a cumprir sua espinhosa e delicada função de fazer justiça. Por trás dessa investigação está uma das investigações mais promissoras no combate ao crime: o IBIS, sigla em inglês para Sistema Integrado de Identificação Balística. É uma tecnologia canadense que transforma as impressões da bala em equações que podem ser analisadas em computador e guardadas em um banco de dados. Assim, a polícia tem como rastrear todos os crimes cometidos com a mesma arma e associar vários casos a um mesmo agressor. Em Pretória, África do Sul - uma das cidades em que o sistema obteve maior sucesso —, o IBIS ajudou a desvendar mais de 800 crimes em quatro anos.
Agora, o governo americano começou a utilizá-lo para registrar todas as armas vendidas no país. Dessa forma, os novos revólveres ou pistolas utilizados de maneira criminosa serão identificados imediatamente.
No texto IV, lê-se a seguinte frase: "Dessa forma, os novos revólveres ou pistolas utilizados de maneira criminosa serão identificados imediatamente". Assinale a alternativa que contém a reescritura dessa frase que também está de acordo com a norma padrão do Português escrito.