Texto V, para responder às questões 26 e 27.
O I Congresso Nacional do Samba, realizado no Rio de Janeiro em 1962, tinha a intenção de preservar as características do samba, sem tirar-lhe as perspectivas de modernidade e progresso. No encerramento, foi aprovada a Carta do samba, redigida pelo folclorista Edison Carneiro, em cuja introdução se lê que o “Congresso do Samba valeu por uma tomada de consciência: aceitamos a evolução normal do samba como expressão de alegrias e tristezas populares; desejamos criar condições para que essa evolução se processe com naturalidade, como reflexo real da nossa vida e dos nossos costumes; mas também reconhecemos os perigos que cercam essa evolução, tentando encontrar modos e maneiras de neutralizá-los. Não vibrou por um momento sequer a nota saudosista. Tivemos em mente assegurar ao samba o direito de continuar como expressão legítima do sentimento de nossa gente”.
M. Napolitano e M. C. Wasserman. Desde que o samba é samba: a questão das origens no debate historiográfico sobre a música popular brasileira. In: Revista Brasileira de História, v. 20, n.º 39, 2000. Internet: (com adaptações).
A década de 60 do século XX no Brasil é potencial para a música popular. Tendências, hibridismos, movimentos e novos estilos emergem em relação direta aos acontecimentos políticos, sociais e culturais da época. Por exemplo, como trata o texto V, no I Congresso Nacional do Samba, discutiram-se questões envolvidas na tradição e na inovação do samba. Acerca das correntes da produção musical popular da década de 60 do século XX no Brasil, assinale a alternativa correta.