Para Montaño (2009, p. 30), a partir de uma perspectiva histórico-crítica de análise dos fundamentos sócio-históricos do serviço social, a profissão surge como um produto da síntese dos projetos político-econômicos que operam no desenvolvimento histórico, onde se reproduz material e ideologicamente a fração da classe hegemônica, quando, no contexto do capitalismo na sua idade monopolista, o Estado toma para si as respostas à 'questão social'. Também para Iamamoto e Carvalho (1982), Martinelli (1992) e Netto (1991), o serviço social surge com um papel a cumprir dentro da ordem social e econômica, qual seja participar na reprodução tanto da força de trabalho, das relações sociais, quanto da ideologia dominante. Dadas as alternativas abaixo sobre os os fundamentos sócio-históricos do serviço social e sua relação com as expressões da questão social,
I. A relação do serviço social com a história e a sociedade é adjetiva, circunstancial e acidental, resultando uma visão particularista, que situa as etapas de surgimento e desenvolvimento da profissão a partir da crônica dos fatos e sucessos.
II. O serviço social surge resultado das relações sociais capitalistas, especialmente para atender os efeitos da contraditória relação capital/trabalho, sendo demandada pela burguesia e pelo Estado para mediar os antagonismos entre as classes sociais fundamentais.
III. O serviço social surge, em outras palavras, para operar a manutenção da ordem socioeconômica capitalista, inviável de ser mantida através das tradicionais ações filantrópicas e de caridade.
IV. A profissão tem sua base nas modalidades através das quais o Estado burguês opera o enfrentamento às expressões descontroladas da questão social: as políticas sociais, sendo a partir delas que o serviço social se institucionaliza.
verifica-se que está(ão) correta(s) apenas