Leia o texto:
Educação! Educação!
Sonho com Dona Teteca, minha implacável professora de Português. Ela aparece, brandindo um exemplar do JB com a segunda parte do artigo Educação!
Educação! Passa-me um sabão danado(II). (...)
– Seu analfabeto! Não foi isso que te ensinei!(III) Não podes errar a concordância! Assustado, leio um texto meu que o JB publicou no domingo passado: “
Um dos romances que mais marcou minha adolescência(I)...”
Sinto um frio na espinha e balbucio:
– Desculpe, Dona Teteca... Eu me distraí. (...)
Conformado, pego uma resma de papel e começo a escrever, pensando: “Poxa, logo num texto sobre educação!”.
Acordo, sobressaltado e ofegante. Perdão, leitores.
Fonte: UTZERI, Fritz. Jornal do Brasil. Rio de Janeiro, 27 jul. 2003.
Analise as afirmativas sobre a Gramática textual:
I. “Um dos romances que mais marcou minha adolescência.(IV)”. Esta é a frase pela qual a professora chamou o narrador de analfabeto, pois o mesmo teria cometido um erro de concordância;
II. “Passa-me um sabão danado.” No lugar de ênclise, nesta frase, seria correto usar a próclise;
III. “Não foi isso que te ensinei!” A regência do verbo ensinar está correta, pois segundo a Gramática Normativa, no sentido de "dar instrução a, transmitir conhecimento a" ele é um verbo transitivo direto e indireto;
IV. “Um dos romances que mais marcou minha adolescência...” O termo destacado é um pronome relativo.
São corretas somente as afirmativas: