Magna Concursos
49292 Ano: 2006
Disciplina: Literatura Brasileira e Estrangeira
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: UnB
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Durante os lazeres burocráticos, estudou, mas estudou a Pátria, nas suas riquezas naturais, na sua história, na sua geografia, na sua literatura e na sua política. Quaresma sabia as espécies de minerais, vegetais e animais que o Brasil continha; sabia o valor do ouro, dos diamantes exportados por Minas, as guerras holandesas, as batalhas do Paraguai, as nascentes e o curso de todos os rios. Defendia com azedume e paixão a proeminência do Amazonas sobre todos os demais rios do mundo. Para isso ia até ao crime de amputar alguns quilômetros ao Nilo e era com este rival do “seu” rio que ele mais implicava. Ai de quem o citasse na sua frente! Em geral, calmo e delicado, o major ficava agitado e malcriado, quando se discutia a extensão do Amazonas em face da do Nilo.

Lima Barreto. Triste fim de Policarpo
Quaresma. São Paulo: Brasiliense, 1982, p. 25.

A respeito do fragmento de texto acima, da obra de que ele foi reproduzido — Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto — e de aspectos relativos à geografia do Brasil, julgue o item a seguir.

A defesa da superioridade do Amazonas frente ao Nilo, feita por Policarpo Quaresma, alinha-se a um problema central da formação da literatura brasileira: a dependência dos modelos literários europeus por parte dos autores nacionais e o desejo desses escritores de superação dessa dependência por meio do engrandecimento literário das riquezas naturais do país.

 

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