
Disponível em: https://super.abril.com.br/
superarquivo/417/. Acesso em: 11 abr. 2021.
(Obs.: os textos dispostos em letras menores, que não se encontram no enunciado central
“A corrida pela vacina”, não serão utilizados para se responder às questões)
Covid: vacina brasileira pode criar memória imunológica por 12 anos
Versamune ainda vai passar por testes em humanos,
que serão capazes de mostrar mais detalhes sobre o nível da imunização
Pesquisadores brasileiros buscam a produção de uma vacina contra a covid-19 que seja 100% nacional. Isso poderia diminuir custos e agilizar a imunização em massa no país. A Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), da USP, desenvolveu a Versamune, em parceria com a Farmacore Biotecnologia e a norte-americana PDS Biotechnology.
O consórcio entrou com pedido junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para iniciar os testes clínicos em humanos e espera uma resposta da agência.
Enquanto as autorizações não chegam, é possível dizer que os testes em animais foram muito promissores.
De acordo com Helena Faccioli, CEO da Farmacore, os testes pré-clínicos mostram que a vacina não causou danos aos animais.
“Estudos demonstram que a Versamune é segura, não apresentou efeitos tóxicos nos animais e tem grande capacidade de ativação de anticorpos, especialmente de células T (células de defesa que ajudam a combater agentes infecciosos)”, afirmou.
Qual é a expectativa da resposta imunológica da Versamune? [...]
“A Versamune tem a capacidade de ativar todo o sistema imunológico que impede não só a entrada do SARS-CoV-2 para dentro das células como também matam as células já infectadas. Acreditamos que o imunizante gere uma memória imunológica de até 12 anos”, contou o professor.
Como o imunizante foi desenvolvido?
O imunizante foi desenvolvido pela junção de uma réplica da proteína S1, que é um pedacinho da proteína spike, parte do SARS-CoV-2 responsável pela entrada do vírus nas células humanas, com uma nanopartícula.
Essa combinação é injetada no organismo das pessoas, e a expectativa é que o sistema imunológico crie anticorpos contra esse pedaço do coronavírus e bloqueie instalação dele nas células.
Além disso, essa nanopartícula induz a ação dos linfócitos T. Então, mesmo que a proteína S1 não produza a resposta esperada, os linfócitos ativados neutralizariam o novo coronavírus.
"Ao contrário das tecnologias de vírus e adjuvantes, essa vacina gera uma resposta imune muito específica, direcionada e poderosa, com capacidade de gerar memória imunológica no organismo e prevenir futuras reinfecções", diz Faccioli. [...]
Qual foi o pedido feito na Anvisa? [...]
Se aprovado pela Anvisa, o teste será feito com 360 voluntários saudáveis, com idade entre 18 e 55 anos, e em um segundo momento, de 55 a 75 anos.
No período de 3 a 4 meses, serão avaliados os efeitos colaterais e se os voluntários produziram anticorpos contra o vírus da covid.
A partir de bons resultados, será feito o pedido para a fase 3. A última etapa de testes vai durar cerca de seis meses, e 10 mil voluntários serão testados. [...]
Qual a capacidade de produção da Versamune?
A capacidade de produção diária do imunizante ainda não está definida, porque o consórcio ainda negocia com indústrias brasileiras para a fabricação em grande escala das doses. [...]
Quais os custos da vacina? [...]
“O preço será determinado na fase de escalonamento industrial, mas terá o custo médio das vacinas que estão sendo usadas hoje no Brasil”, garantiu. [...]
“O investimento inicial do governo federal, exclusivo para as pesquisas não clínicas realizadas sob coordenação da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, foi de aproximadamente 3 milhões de reais.” [...]
Disponível em: https://noticias.r7.com/saude/covid-vacina
brasileira-pode-criar-memoria-imunologica-por-12-anos-10042021.
Acesso em: 11 abr. 2021.
Em “O consórcio entrou com pedido junto à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para iniciar os testes clínicos em humanos e espera uma resposta da agência.”, a oração em destaque indica