Teste para descobrir se uma sociedade é justa.

O filósofo americano John Rawls (1921-7002) se debruçou sobre esta pergunta: "O que é uma sociedade justa?" Em 19/1, ele publicou um livro aclamado: "A Teoria da Justiça".
A ideia central de Rawls era a seguinte: uma sociedade justa é aquela na qual, por conhecê-la e confiar nela, você aceitaria ser colocado de maneira aleatória. Você estaria coberto pelo que Rawls chamou de "véu de ignorância" em relação à posição que lhe dariam, mas isso não seria um problema, uma vez que sociedade é justa.
Mais de quarenta anos depois do lançamento da obra-prima de Rawls, dois acadêmicos americanos usaram sua fórmula para fazer um estudo. Um deles é Don Ariely, da Universidade Duke, especializado em comportamento econômico. O outro é Mike Norton, professor da Harvard Business School.
Eles ouviram pessoas de diferentes classes sociais. Pediram a eles que imaginassem uma sociedade dividida em cinco fatia de 20%. E perguntaram qual a fatia de riqueza que elas supunham que estava concentrada em cada pedaço.
"As pessoas erraram completamente", escreveu num artigo Dan Ariely. "A realidade é que. os ~0% de baixo têm 0,3% da riqueza. Quase nada. Os 20% de cima têm 84%."
Em seguida, eles aplicaram o "véu de ignorância de Rawls". Como deveria ser a divisão da riqueza para que eles se sentissem seguros coso fossem colocados ao acaso na sociedade?
Veio então a maior surpresa dos dois acadêmicos: 94% dos entrevistados descreveram uma divisão que corresponde à escandinava, tão criticada pelos conservadores dos Estados Unidos por seu elevado nível de bem-estar social, e não à americana. Na Escandinávia, os 20% de cima têm 32% ria riqueza. (Eu disse a algumas vezes já e vou repetir: o modelo escandinavo é o mais interessante que existe no mundo, um tipo de capitalismo extremamente avançado do ponto de vista social.)
"Isso me levou a pensar", escreveu Dan Ariely. "O que fazer quando num estudo você descobre que as pessoas querem um determinado tipo de sociedade, mas ao olhar para a classe política parece que ninguém quer isso?"
Lamentavelmente, o Brasil está muito distante da sociedade justa que Rawls tão magnificamente descreveu.
Paulo Nogueira DCM. 12/01/2016
Observe a palavra "que" nestes dois períodos:
1- "Eles ouviram pessoas de diferentes classes sociais. Pediram a elas que imaginassem uma sociedade dividida em cinco fatias de 20.%".
2- "Você estaria coberto pelo que Rawls chamou de véu de Ignorância em relação à posição que lhe dariam".
No primeiro período, "que" é uma conjunção, pois inicia uma oração subordinada em relação à oração principal.
No segundo período, "que" é um pronome relativo, pois se refere a um termo anterior (posição) e corresponde ao pronome relativo "a qual".
Analise a palavra sublinhada nos períodos a seguir:
1· "O que é uma sociedade justa?"
2- "E perguntaram qual a fatia de riqueza que elas supunham estivesse concentrada em cada pedaço."
3- "Como deveria ser a divisão da riqueza para que eles se sentissem seguros caso fossem colocados ao acaso na sociedade?"
4· "94% dos entrevistados descreveram uma divisão que corresponde à escandinava, tão criticada pelos conservadores dos Estados Unidos."
5- "O que fazer quando num estudo você descobre que as pessoas querem um determinado tipo de sociedade?"
6- "Mas ao olhar para a classe política, parece que ninguém quer isso."
7- "Lamentavelmente, o Brasil está muito distante da sociedade justa que Rawls tão magnificamente descreveu."
A palavra sublinhada também é um pronome relativo em três períodos acima, que são: