[...] estimulada pela proximidade das comemorações dos 500 anos da descoberta do Brasil, uma fatia considerável do mercado editorial brasileiro disponibilizara a um público diversificado uma gama variada de temas ligados ao processo de conquista e colonização da América, nos quais a menção, mais que a análise, a mapas históricos torna-se quase uma obrigação.
Uma diversidade considerável quanto ao grau de profundidade, originalidade e problematização das questões abordadas marca essas publicações. No que se refere ao tratamento dado à cartografia histórica, percebe-se que, na maioria das vezes, a utilização de mapas do século XVI e dos imediatamente posteriores, tem cumprido um papel meramente funcional.
(Maria Eliza Linhares Borges, Cartografia, poder e imaginário: cartográfica portuguesa e terras além-mar. Em: Lana Mara de Castro Siman e Thais França de Lima e Fonseca (orgs.), Inaugurando a História e construindo a nação; discursos e imagens no ensino de História.)
Para Borges, no contexto apresentado, a utilização de mapas com papel funcional revela