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2473014 Ano: 2013
Disciplina: Português
Banca: URI
Orgão: Pref. Condor-RS
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A autoridade e os professores

Para um professor, conduzir uma turma é frequentemente esgotante. Os melhores dispositivos de aprendizagem não podem ser implantados enquanto a “disciplina” não for minimamente instaurada. O que fazer diante de alunos sem motivação, não apenas por uma matéria ou outra, mas pela instituição escolar em si mesma? Alguns jovens colegas, por exemplo, envolvidos desde o início com uma pedagogia generosa, confiante, vêem-se obrigados, contra sua vontade, a recorrer a práticas que prefeririam evitar: reprimendas incessantes, “gritos”, “desconto de pontos” sob uma forma ou outra, punições, convocação aos pais, etc. A vontade que eles têm de ensinar e, portanto, de fazer com que seus alunos aprendam choca-se com recusas, inércia, condutas “perturbadoras”, provocações, às vezes insultos ou ameaças e até mesmo violência.

Ensinar é um belo ofício, mas um ofício difícil, e já sabíamos disso. Em primeiro lugar, uma educação sem autoridade é um perigoso engodo para os alunos, à mercê de certos homens de poder e de adeptos de seitas múltiplas. Sem um quadro estruturante, sem balizas simbólicas, eles se tornam presa dos predadores brutais ou sorridentes que os esperam nas esquinas de seus interesses: o contrário da liberdade. Alain, seguindo Kant, esclarece: “Por detrás dessa sombra de liberdade que consiste em escolher, mostra-se imediatamente a liberdade verdadeira que consiste em se dominar”. Abdicar da própria autoridade seria uma renúncia e uma falta.

(In: GUILLOT, Gérard. O resgate da autoridade em educação. Trad. Patrícia C. R. Reuillard. Porto Alegre: Artmed, 2008. P. 10-11).

Leia as afirmações a seguir:

I. A expressão “sem motivação” é sinônima de inércia e de recusas, já que se referem ao descaso como os alunos tratam as disciplinas e a instituição escolar.

II. “Quadro estruturante” está para “balizas simbólicas” assim como “predadores brutais” está para “certos homens de poder”.

III. Valer-se de práticas na sala de aula como reprimendas incessantes, gritos, desconto de pontos, punições, entre outras, contraria o princípio da liberdade verdadeira; que consiste em “abdicar da própria autoridade”.

Segundo o texto:

 

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