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3264761 Ano: 2014
Disciplina: Comunicação Social
Banca: UFPR
Orgão: UNILA
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A ideia de que a invenção da impressão gráfica marcou época é antiga, seja a nova técnica discutida isoladamente, seja em conjunto com a invenção da pólvora ou como parte do trio prensa-pólvora-bússola. Para o filósofo inglês Francis Bacon (1561-1626), foi este trio que “mudou o estado e a face das coisas em todo o mundo”, embora o ensaísta francês Michel de Montaigne (1533-92), escrevendo uma geração antes, tenha lembrado a seus leitores que os chineses usufruíam os benefícios da impressão há “mil anos”. Samuel Hartlib – um exilado do Leste europeu na Grã-Bretanha que apoiou diversas iniciativas de reformas sociais e culturais – escreveu em 1641 que “a arte da impressão disseminará tanto conhecimento que as pessoas comuns, sabedoras de seus direitos e liberdades, não serão governadas de forma opressora”.

[...]

No entanto, alguns comentaristas desejaram que a nova época jamais tivesse chegado. As loas triunfais da invenção foram contrariadas pelo que se pode chamar de narrativas catastróficas. Os escribas, cujos negócio era ameaçado pela nova tecnologia, deploraram desde o início a chegada da impressão gráfica. Para os homens da Igreja, o problema básico era que os impressos permitiam aos leitores que ocupavam uma posição baixa na hierarquia social e cultural estudar os textos religiosos por conta própria, em vez de confiar no que as autoridades contavam. Para os governos, essas consequências mencionadas por Hartlib não deviam ser celebradas.

(BRIGGS, A.; BURKE, P. Uma história social da mídia – De Gutenberg à internet. Trad. M. C. Pádua Dias; 2ª. ed. rev. e ampl. Rio de Janeiro: Zahar, 2006, p. 26)

Sobre a invenção da impressão gráfica e seu impacto, assinale a alternativa que corresponde à análise de Briggs e Burke no excerto acima.

 

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