AS CORRESPONDÊNCIAS DE CÂMARA CASCUDO E MÁRIO DE ANDRADE
Edna Maria Rangel de Sá
Humberto Hermenegildo de Araújo
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
1 Manuela e Isaura: nomes do coração
Escrever cartas era uma atividade essencial à maioria dos intelectuais brasileiros até a segunda metade do século XX, quando ainda não era tão evidente o domínio da tecnologia informacional computadorizada nas comunicações interpessoais. Vista como uma memória cultural documentada, a produção epistolar pode se caracterizar também como um registro de dimensão não institucional, no contexto do espaço material, simbólico e funcional construído e gerido pela intelectualidade que historicamente se organiza em torno do poder, definido por Angel Rama (1985) como “cidade das letras”.
Nesse contexto, os indivíduos e as instituições implicados nas questões tratadas pelos autores das cartas podem ser vistos como agentes culturais que dão forma a universos de interesses distintos, revelando tensões implicadas nas relações sociais . Esses agentes culturais constituem, via de regra, uma elite cultural da sociedade, aspecto que interessa a uma pesquisa que analise as formas de filtragem das dominantes culturais de determinados períodos.
No final do artigo, o pesquisador apresentou a seguinte referência:
SÁ, Edna Maria Rangel de, e Humberto Hermenegildo de Araújo. As correspondências de Câmara Cascudo e Mário de Andrade. p. 119-142. In: História do Português Brasileiro no Rio Grande do Norte: análise linguística e textual da correspondência de Câmara Cascudo e Mário de Andrade – 1924 a 1944. Org. Marco Antonio Martins e Maria Alice Tavares. Natal: EDUFRN, 2012.
No entanto, tal referência ao capítulo de um livro está em desacordo com algumas determinações da ABNT. Assim, a fim de resolver esse problema, a referência deveria se apresentar da seguinte forma: