Leia o excerto a seguir:
“[…] os gêneros de discurso agenciam certas regularidades de uso e de significação da linguagem, essas relativas regularidades da linguagem e da situação de interação podem ser mediadoras da reflexão sobre a linguagem, especialmente porque incidem no uso da linguagem (o estilo e a valoração social, por exemplo). Assim, os gêneros podem ser meios de articulação das atividades linguísticas, epilinguísticas e metalinguísticas, ou seja, na sala de aula de LP, como articuladores das atividades de uso e reflexão sobre a linguagem. Com isso, o tripé proposto por Geraldi (1984; 1991), de forma geral, reverbera a ideia do trabalho a partir das práticas de linguagem, entendendo-as de forma integrada a partir da leitura e escuta, da produção de textos e da prática de análise linguística. […] Portanto, o trabalho com a língua portuguesa na escola – a partir da leitura, da produção de textos, e da análise linguística (e não nos esqueçamos da oralidade e de outras manifestações sociossemióticas) – só faz sentido quando tomados à luz dos usos na sociedade.”
ACOSTA PEREIRA, R; RODRIGUES, R. H. Gêneros como articuladores do ensino e da aprendizagem das práticas de linguagem. In: SILVA, W. R; LIMA, P. S; MOREIRA, T. M (Orgs.). Gêneros na prática pedagógica:diálogos entre escolas e universidades. Campinas: Pontes, 2016, p. 43.
Com base no excerto, podemos compreender que:
1. os gêneros de discurso são articuladores das práticas de linguagem na escola.
2. as práticas de escrita, leitura, orais e de análise linguística precisam ser integradas nas aulas de LP na escola.
3. os gêneros de discurso possibilitam o trabalho com a linguagem em uso nas práticas sociais correntes.
4. o uso e a reflexão sobre uso precisam ancorar o trabalho na sala de forma confluente.
5. as atividades linguísticas, epilinguísticas e metalinguísticas dizem respeito exclusivamente ao trabalho com a leitura.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.