Magna Concursos

Assim como a eugenia e as experiências genéticas, a cirurgia plástica também possui um passado dúbio.

Vínculos ancestrais ligam a origem dessa especialidade médica, no final do século XIX, à “correção” de traços faciais considerados inferiores, como as intervenções que permitiam “restaurar” narizes e orelhas associados ao fenótipo judeu.

Hoje a cirurgia plástica se populariza em todos os cantos do planeta globalizado, embora sua incidência seja inusitada nos países asiáticos. A Coréia do Sul, por exemplo, registra a média mundial mais alta desses cirurgiões por habitante.

Nessas regiões do mundo, fazem sucesso as técnicas que prometem eliminar os traços tipicamente orientais, a fim de “ocidentalizar” as aparências, tais como o formato dos olhos e dos pômulos. Refletindo essas tendências, foi lançado na China um concurso de beleza exclusivo para mulheres “ocidentalizadas” dessa maneira.

Impossível não remeter, então, à velha eugenia nazista? Apesar das inquietantes semelhanças, há uma diferença fundamental: hoje todas as aberrações que conspiram contra o “corpo perfeito” parecem ter possibilidade de cura.

Através das cirurgias plásticas e de outras técnicas à venda, é possível eliminá-las, retocá-las, lipoaspirá-las. Portanto, diferentemente do que postulavam as teorias eugênicas da primeira metade do século XX, hoje a condenação não é fatal e tampouco deve ser contornada mediante políticas públicas nacionais.

Nesta nova “eugenia soft”, a salvação depende de cada um. E é um negócio extremamente lucrativo, embora pareça alicerçado em bases ilusórias: já na década de 1980, a indústria de produtos de beleza investia em publicidade até 80% do seu orçamento, cifra que não cessa de aumentar junto com a expansão dos mercados e das margens de lucros.

Nesse quadro, não surpreende que programas de edição gráfica como o PhotoShop desempenhem um papel cada vez mais primordial na construção das fotografias midiáticas que expõem “corpos belos”. Tais técnicas oferecem às imagens corporais tudo o que a ingrata Natureza costuma escamotear aos organismos vivos, e que as duras práticas analógicas (dietas, musculação, cosméticos) ainda insistem em lhes negar.

Com esses bisturis de software, todos os “defeitos” e outros detalhes demasiadamente orgânicos são eliminados dos corpos fotografados: com um clique do mouse, corrigem-se na tela do computador. Assim, as imagens expostas aderem a um ideal de pureza digital, longe de toda imperfeição brutalmente analógica.

Mas esse modelo digitalizado logo extrapola as telas para impregnar os corpos e as subjetividades – torna-se, então, um padrão digitalizante. Pois as imagens assim editadas se convertem em objetos de desejo a serem reproduzidos na própria carne.

(Disponível em http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2931,1.shl. Acesso em 30/09/2013.)

O texto permite afirmar sobre a cirurgia plástica:

 

Provas

Questão presente nas seguintes provas

Administrador

50 Questões

Analista de TI

50 Questões

Arquiteto e Urbanista

50 Questões

Assistente Social

50 Questões

Bibliotecário Documentalista

50 Questões

Cenógrafo

50 Questões

Contador

50 Questões

Economista

50 Questões

Engenheiro Civil

50 Questões

Engenheiro de Segurança do Trabalho

50 Questões

Estatístico

50 Questões

Figurinista

50 Questões

Jornalista

50 Questões

Museólogo

50 Questões

Produtor Cultural

50 Questões

Profissional de Relações Públicas

50 Questões

Programador Visual

50 Questões

Psicólogo

50 Questões

Revisor de Textos

50 Questões

Secretário Executivo

50 Questões

Técnico de Assuntos Educacionais

50 Questões