Chuá ... Chuá ...
1 Deixa a cidade formosa morena
Volta pro ameno e doce sertão
Beber a água da fonte que canta
4 Que se levanta do meio do chão
Se tu nasceste cabocla cheirosa
Buscando o gozo do seio da terra
7 Volta pra vida serena da roça
Daquela palhoça do velho sertão
A lua branca de cor prateada
10 Faz a jornada no alto dos céus
Como se fosse uma pomba altaneira
Da cachoeira fazendo escarcéu
13 Quando essa lua na altura distante
Lira ofegante no poente a cair
Dá-me essa trova que o pinho descerra
16 Que eu volto pra serra, que eu quero partir
E a fonte a cantar: chuá... chuá...
E a água a correr: chuê... chuê...
19 Parece que alguém que cheio de mágoa
Deixasse quem há de dizer a saudade
No meio das águas rolando também...
Pedro de Sá Pereira e Ari Pavão. Internet:
<http://www.suacara.com/chua> (com adaptações).
A partir do texto acima, julgue os itens subsequentes.
O poema estrutura-se em duas estrofes narrativas e em um refrão descritivo.