Uma paciente de 74 anos, parda, diabética e hipertensa de longa data, IMC 31 kg/m2, encontra-se internada para realizar cirurgia eletiva de ponte "by-pass" aorto-bifemoral devido à claudicação intermitente de membros inferiores. Sua pressão arterial elevou-se para 245/125 mmHg, desenvolvendo dispneia, estertores crepitantes bilaterais difusos que progrediram para bolhosos, esforço respiratório, Saturação de O2 87% e FC: 110 bpm. Sua temperatura axilar encontrava-se em 36,4ºC. RCR 3 tempos, B4. Ictus cordis no 4º espaço intercostal esquerdo na linha clavicular média. O ECG revelou ritmo sinusal, hipertrofia ventricular esquerda, sem alterações isquêmicas agudas. O Ecocardiograma com Doppler apresentou hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo. A função sistólica global e segmentar do ventrículo esquerdo mantinha-se preservada. Havia déficit de relaxamento do VE e ausência de alterações no ventrículo direito. O quadro apresentado revaleva ausência de hipertensão arterial pulmonar. O RX de tórax demonstrou área cardíaca de tamanho normal e hipotransparência difusa do parênquima pulmonar. As enzimas cardíacas, glicose e função renal estavam normais. O hemograma apresentou discreta leucocitose. O diagnóstico compatível e a conduta a ser adotada no quadro descrito são, respectivamente,